Menu

domingo, 20 de janeiro de 2019

BLOGAGEM COLETIVA: LIVRO PROIBIDO


Olá, pessoal! Como estão?
Como vocês sabem, desde meados de 2018 eu faço parte de um grupo de interação entre blogueiros delicioso no Facebook, o Interative-se.

Frequentemente a Lunna Guedes, administradora do grupo, nos propõe lá alguns temas muito bacanas para trabalharmos em nossos blogs.
Muitas vezes são temas mais simples aos olhos de cada um, outras vezes mais desafiadores. Como é o tema dessa semana da Blogagem Coletiva: Livro Proibido.





Com o intuito de gerar conhecimento, a história do surgimento dos primeiros livros vem de muito longe.
Das pedras ou tábuas de argila, aos cilindros de folhas de papiro, os khartés, aos pergaminhos.
A impressão, na Idade Média, contribuiu muito para a difusão dos livros como meios de propagação do conhecimento.
Ao longo dos anos e décadas,  foram ganhando cada vez mais importância no cenário cultural mundial. Simboliza geração de informação, entretenimento, gera emoções...






Mas como, por que alguns livros foram e ainda são considerados proibidos ?
Eu cheguei a pesquisar, confesso, sobre essa abordagem na literatura, as censuras e até mesmo onde se enquadraria essa classificação, tanto nacionalmente quanto mundialmente.  
Pessoalmente, vejo como questões culturais, de épocas distintas, de posições sociais, crenças, valores e até mesmo intelectuais.





Particularmente falando,  proibições ou qualquer tipo de censura sugerem certo poderio. Vejam bem:

Na Antiguidade, Maquiavel, Galileu, Kepler, Descartes, Voltaire, Victor Hugo, Jean-Paul Sartre foram alguns dos autores, pensadores e cientistas que tiveram suas obras impossibilitadas de serem reproduzidas. Esses e outros autores foram incluídos no Index Librorum Prohibitorum, da Igreja Católica, a maior e mais influente lista de livros considerados proibidos da História. 
Na ocasião, leitores que ousassem a busca por acesso a tais obras, caso descobertos,  corriam o risco de serem julgados pelos tribunais da inquisição como hereges. No caso dos autores, sofreriam pena ainda mais grave, como foi o caso de Giordano Bruno, que fora executado na fogueira no ano de 1600.
Nessa época, leitores e autores de mais de quatro mil títulos foram perseguidos por irem de encontro com tais interdições literárias.







Já no século XX, mais exatamente em 10 de maio de 1933, ocorreu o marco relacionado ao auge da perseguição nazista aos intelectuais. Em diversas cidades alemãs, os livros considerados divergentes ao regime foram queimados em praça pública.
Tal fato aproximou-se da ficção por meio da obra A Menina que Roubava Livros, que gerou filme e foi publicado  pela Editora Intrínseca.




Trazendo a questão da proibição no que refere-se à literatura para um período ainda mais próximo à nossa vivência, temos a época da ditadura militar no Brasil, quando escritores tiveram seus livros impedidos de serem vendidos. A censura proibiu, processou e recolheu das livrarias cerca de duzentos títulos nacionais sob o argumento “da moral e dos bons costumes”. Livros com ilustrações de Pablo Picasso, por exemplo, foram retirados das prateleiras das livrarias.
Dentre tais obras, está Feliz Ano Novo, do escritor Rubem Fonseca, publicado pela Editora Companhia das Letras.


Partindo para realidades ainda mais próximas do nosso cotidiano, podemos citar os livros lidos pelas juventudes mais atuais, e muitas vezes por nós mesmos. São os casos das obras de ficção que envolvam magia, como é a série de romances de fantasia da escritora britânica J.K.Rowling. Nas suas histórias sobre Harry Potter, a escritora narra as aventuras de um jovem que aos 11 anos descobre ser bruxo, sendo convidado a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.





Dando continuidade a essa linha, podemos ainda nos recordar de como fez e ainda fazem sucesso as histórias de vampiros, o que vem de longos tempos, e que até hoje ainda são por alguns criticados. 
Assim como as aventuras do jovem bruxo, para alguns, a crítica vem devido ao tipo de literatura. No entanto para outros, também por questões religiosas. 
Das mais recentes da literatura e do cinema, dá para nos lembrarmos da Saga Crepúsculo, da escritora Stephenie Meyer, que foram publicados aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. 





Dá ainda para se fazer menção aos mangás histórias em quadrinhos japonesas em que sua leitura é feita de trás para frente. Ao saírem do papel e partirem para a televisão, são chamados de animes.
Os mangás tiveram origem por meio do Oricom Shohatsu (Teatro das Sombras), que no período feudal passava pelos vilarejos contando lendas através de fantoches.
Atualmente, dos diversos, um dos que mais chamam a atenção e o interesse dos leitores amantes é o Death Note, um caderno que possui poderes macabros e que a pessoa que tem seu nome escrito nele morre. Esse é um dos mangás mais aclamados pelo público leitor. Devido à forma como a história segue, com Ryuk, Deus da Morte, além das histórias sinistras de criminalidade, para alguns, já pelo nome, sugeriria-se ser um livro proibido na atualidade.






Nota-se que todas essas obras literárias mencionadas, relacionadas à magias, vampiros e mortes, de uma certa maneira são censuradas por alguns no que refere-se à religiosidade, que mais uma vez entra no mérito da questão. 

Entretanto, aqui estão algumas considerações de alguém que apenas leu e analisou pontos e concluiu que tais obras talvez seriam consideradas proibidas em ocasiões de repressão, mas nada contra as histórias! ;)

Avaliando pela história, mas ainda por todo amor pela leitura e também pela escrita, digo que proibir, censurar objeto gerador de conhecimento, informação e que possa nos propiciar sairmos da nossa zona de conforto intelectual e nos levar a reflexões acerca de tantos assuntos, sem contar o fato de nos trazer alegria, esquecimento de sofrimentos e de um mundo às vezes ainda tão rústico e cruel da porta para fora de nossas casas...
... Uau! Chega a ser entristecedor!

Tentei, enquanto pesquisava, me transportar para todas essas situações que coloquei no post e me imaginar vivendo em tais épocas e tempos repressores. 

Fiquei apavorada, infeliz e ao mesmo tempo grata, por saber que, mesmo tendo algumas dificuldades nos tempos atuais (muitas, aliás!), e barreiras a serem quebradas  com relação a leituras e temas bordados nas histórias, contudo, de certa maneira, possuímos uma certa "liberdade" a ser declarada por nossas opiniões, gostos e inferências.

Como disse, há muito o que se superar, com certeza há, porém conseguimos nos permitir e ao menos tentarmos propagar nosso amor pelos livros, independente de olhares de reprovação, ou condutas proibitórias. 

Hoje em dia, em posts como esses podemos, sem medo de opressão,  falar dos nossos amores literários, coisa que em tempos nem tão distintas assim não nos seria possível! 
Isso me deixa um pouco aliviada! 

E então, gostaram da Blogagem Coletiva desse mês! 
Para mim foi um desafio e tanto, mas me sinto com a missão cumprida! 
Espero que tenham curtido assim como eu!

Acompanhem as redes sociais do Café com Leitura Blog!
Beijos Literários!
















                Brasil Escola
                 DW.COM - Made for Minds
                Estante Blog
                Estudo Prático
                Skoob







Particiantes:

Gustavo    Fernanda   Ale Helga   Lunna Guedes

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

#03/2019: TUDO QUE ACONTECE AQUI DENTRO



" Se eu fizer um café você me acompanha? Acompanho e prometo que coloco um pouco mais de açúcar se sentir que a gente tem amargura demais entre a gente, prometo que faço o possível pra não deixar a gente esfriar enquanto passo a caneca de uma mão para a outra. É incrível como você consegue me fazer sorrir até num simples café, como você dá um jeito de nos encaixar em cada detalhe para me mostrar que a vida é bonita também."



Vejam se não é lindíssima a forma como eu inicio a resenha de hoje!
Uma obra que comprei e li de um dia para o outro! Um presente que resolvi me dar, e que a Faro Editorial nos presenteou no ano de 2018, ao publicar o livro Tudo que Acontece Aqui Dentro, do escritor brasileiro Júlio Hermann.

Bom, então vocês já sabem qual o livro será resenhado hoje, não é mesmo? 
Bora pra resenha!





Título Original: Tudo que Acontece Aqui Dentro

Autor: Júlio Hermann

Ano: 2018


Páginas: 192

Editora: Faro Editorial






Sinopse:


Amar é afogar-se com os próprios sentimentos e continuar respirando.
Tudo o que acontece aqui dentro é uma seleção de crônicas sobre o amor em seus diversos estágios, sobre aprender com as experiências da vida... trata-se de um tipo de testamento das coisas do coração. É também um romance narrado pelas memórias de quem as viveu, por cartas que deveriam ter sido rasgadas, registros dos sentimentos pessoais de quem revelou bem mais de si que a maioria de todos nós. Uma das coisas mais bonitas é a maneira com que vamos enfeitando a alma enquanto esperamos alguém chegar "São cartas que escrevi enquanto ainda sentia a ferida arder. Os momentos felizes e os dias em que pensei que não iria aguentar”.

Júlio tem um dom. Ele consegue exprimir sobre sentimentos com muita beleza e, ao compartilhar em escritos, permite que nós também possamos nomear o que muitas vezes sentimos e ficamos de algum modo aflitos, por não compreender. É o momento em que o nosso coração encontra a paz. Ele transforma o grito preso nas gargantas em literatura. São linhas que costuram o aprendizado sobre amor com o olhar de uma geração.







Já em janeiro posso me adiantar e dizer que é uma das mais lindas aquisições literárias que me atrevi a realizar! Uau!
Como diz o escritor  Daniel Bovolento, logo no inicinho do livro, Júlio Hermann nos propõe uma "... jornada ao centro de nós mesmos".

Tudo que Acontece Aqui Dentro  é um livro que nos preenche com lindas crônicas, fatos que o próprio autor viveu em alguns de seus romances e que nos permitem nos identificar, em algumas situações, além de nos envolver a tal ponto que nos misturamos em suas emoções. 








São leituras rápidas, porém muito gostosas.
Consegue nos trazer a percepções como a mudança no jeito de ser conforme o tempo passa, a cada relacionamento, a cada realização amorosa, a cada decepção amorosa... 

Ainda sobre essas transformações que vamos passando ao longo dos amores que passam por nossa vida, nos permitimos analisar atitudes em momentos distintos com relação a:

  • Amor;
  • Felicidade por amar e ter alguém a compartilhar sensações;
  • Dor;
  • Medo de rejeição...
  • As incertezas, os "talvez"...


E com isso, nos permite reflexões, por exemplo, sobre atitudes que deveríamos ter tomado para mudarmos o rumo da nossa história, mas que acabamos não fazendo.




"Me disseram, veja bem, me disseram lá no início que não valia a pena amar. Mas amor é tudo o que eu levo depois de precisar desconstruir uma realidade inteira durante o caminho".







O dom de nos encantar com o lindíssimo uso das palavras foi algo que me comoveu já na primeira página do livro do escritor Júlio Hermann .
Para ser sincera, não houve nada, absolutamente, que tenha me desestimulado a ler! 
Uma diagramação perfeita, textos incríveis (da capa nem falo nada, pessoal! Uma das mais lindas que já vi!). 
As ilustrações são graciosas, com trechos marcantes de cada crônica e/ou experiência amorosa.

A playlist que ele nos apresenta é uma delícia!Para todos os gostos musicais! Vai de Guns n' Roses a Shawn Mendes, Katy Perry, Rihanna Avril Lavigne, Ed Sheeran, Tiago Iorc, Adele, Beyoncé, Adam Lambert...


"Esqueci de trocar a data no calendário antes de tudo acabar".


Em suma, em Tudo que Acontece Aqui Dentro há textos belíssimos. 
Textos de amor e paixão. Aqueles que até podem revelar mágoa, ou algum tipo de dor, ou perda, revolta, quem sabe? Entretanto, com um uso magnífico das palavras, algo que eu, particularmente valorizo e muito.

Não costumo colocar minhas opiniões tão explícitas em resenhas, devo confessar. Porém, esse livro em especial me proporcionou essa liberdade, o que sou grata ao autor! 

E por falar em gratidão, nós leitores devemos ser gratos com a  Faro Editorial  por nos propiciar um livro tão bonito, da capa à última página!




"Se eu pudesse deixar um conselho: se atira, gente. se atira, que é  melhor encarar um naufrágio do que o espelho toda manhã, convivendo com o que não é e poderia ter sido, só que não tentamos para saber. Se atira , que lá embaixo, nas profundezas, o mar é mais bonito.











 Tudo que Acontece Aqui Dentro pode até nos trazer alegrias, ou tristezas...
...mas provoca POESIA em seus textos!



Sobre o autor:



Júlio Hermann não tem medo de colocar o dedo na garganta e vomitar cada uma das coisas que sente e pensa. Conversa sobre amor e comportamento com veemência, separando cada umas das coisas que sente em fragmentos que são capazes de o expor de peito aberto a quem o lê.
Gaúcho, escritor e jornalista, escreve sobre cada pequena coisa que a gente sente e não diz, todo pequeno detalhe que guardamos no peito com medo de se expor demais para as pessoas lá fora.
Dizem que suas histórias são dos outros, mas a verdade é que coloca uma fibra de seu coração em cada frase que escreve. Escreve porque sente, porque um anzol puxa cada um de seus órgãos, e usa a arte como salva-vidas.
Escreve por amar demais, fala por amar demais a vida e cada uma de suas facetas. Usa cada uma das formas de se expressar pra mostrar aos outros as coisas pelas quais acredita que vale a pena lutar. Carrega uma fé particular de que não existe nada mais poderoso do que a cada palavra escrita.
Como jornalista, possui uma Libertadores e um Campeonato Brasileiro no currículo. Na literatura, publica ao lado de alguns dos mais importantes jovens autores do Brasil.
Produz conteúdo literário, informativo e institucional, ministra palestras e acredita que todo rosto pode contar uma história interessante, desde que resolva conta-la de peito aberto. Você pode saber mais sobre isso na aba de contato.



Fontes: Faro Editorial
             Skoob



E aí, me digam se é ou não é um livro gostoso de se ler e se apaixonar?
Já leram o livro? Se não, fica aí uma dica literária a se anotar!
Quero ver a interação de vocês por aqui!

Beijos literários!





sábado, 12 de janeiro de 2019

BATE-PAPO COM O AUTOR RAPHAEL FRAEMAM


Olá, leitores, como vão? 
Eu estou super bem! Principalmente por retornar com os bate-papos com os autores, que é algo que amo apresentar para vocês.
Bom, hoje eu trago para vocês algumas curiosidades nos trazida pelo autor Raphael Fraemam do livro "Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras"

Só para lembrar, a resenha caprichada desse livro eu trouxe aqui!

E agora, que tal termos acesso a curiosidades sobre o autor e o processo de criação da obra?! Tenho certeza que irão adorar!









Como você descreveria para o público leitor o escritor Raphael Fraemam?


Raphael é um nerd, apaixonado por livros, cinema e séries. Fã de carteirinha de Star Wars e alguém que sempre acreditou que uma boa história é não apenas uma das melhores formas de entretenimento, mas também o melhor jeito de aprender grandes lições para a vida. Uma história bem contada não só é um meio de sairmos da nossa realidade para um mundo completamente novo, mas também a ponte na qual trazemos ensinamentos desse mundo novo para a nossa realidade.


Quando e como foi a sua descoberta no mundo literário? Como leitor e como escritor! ;)


Desde pequeno. Meus pais sempre estimularam a leitura em casa e minha mãe lia comigo quando eu era criança. A vontade para entrar no mundo literário vem desde pequeno também. Quando eu tinha 8 anos, escrevi meu primeiro livro: “Os Guerreiros da Floresta e a Caverna da Liberdade”. Era um livrinho infanto-juvenil. Desde então, enquanto criança, existiram outras tentativas de escrever novos livros, mas eu era muito pequeno e não sabia também da necessidade do estudo e do desenvolvimento necessário para melhorar a técnica de escrita. Só depois que me formei na faculdade, seguindo esse antigo desejo que sempre esteve presente dentro de mim, procurei estudar e me preparar para voltar a escrever. Por isso que escrevi Krystallo.


Há alguém em especial que você seja grato por estar tão envolvido no universo? Poderia nos revelar quem é?


Sim. Em primeiro lugar, os meus pais, especialmente a minha mãe, por terem me dado as bases necessárias para gostar tanto desse mundo de histórias presente não só nos livros, mas também no cinema e em séries. E também a minha namorada, Valquíria, que é tão cinéfila quanto eu e é a minha leitora ideal. Sabe, no livro “Sobre a Escrita”, Stephen King diz que acha que “todo romancista tem um leitor ideal e que, em vários pontos da composição da história, o escritor está pensando: ‘O que será que ele vai pensar quando ler esta parte’”. Eu acredito nisso, pelo menos essa máxima de King se aplica a mim. Eu escrevo e me pego imaginando qual será a reação que Valquíria vai ter ao ler cada parte da história. Ela é a minha inspiração para que a história se desenvolva até porque, antes de qualquer coisa, é para ela que escrevo.


E de onde veio a inspiração para narrar uma distopia tão intensa como “Krystallo – Jornadas Além das Fronteiras”?


Quando comecei a escrever Krystallo foi mais um desabafo. A imersão em tantas histórias interessantes que trazem tantos ensinamentos fez com que crescesse, cada vez mais, a vontade de também contribuir nesse mundo da literatura. Essa vontade foi crescendo dentro de mim até o ponto em que não dava mais para esperar: eu precisava escrever alguma coisa. Só que não poderia ser qualquer coisa, eu tinha que tentar entregar a melhor história possível, dentro da minha capacidade. Para mim, a melhor história do cinema é a da saga Star Wars e, na literatura, os meus livros favoritos são os de Harry Potter. Além desses, sempre gostei muito das séries de Percy Jackson e Jogos Vorazes, então eu queria entregar uma história para o mesmo público, porque é o público que eu conheço e faço parte. Isso tudo, somado ao fato de querer também entregar uma história original e à preocupação de começar um diálogo com o público jovem sobre política e democracia, resultou em Krystallo.


Enquanto leitora, a impressão que tive foi que você parece ter estudado bastante alguns assuntos que foram abordados na história. Isso confere? Pode nos contar um pouquinho sobre como foi esse trabalho?


No colégio, História sempre foi a minha matéria favorita. Eu sempre gostei e ainda gosto de estudar muito essa matéria. No ano passado, terminei de ler uma trilogia muito boa de ficção-histórica chamada “A trilogia do século” de Ken Follet, que retrata com uma profundidade impecável o ambiente durante o período da Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria. Então, não foi difícil usar alguns acontecimentos históricos de inspiração para formar o “background” do universo de Krystallo. Agora, para conseguir escrever alguns trechos do livro, confesso que fiz um estudo analítico e utilizei alguns elementos dos presentes nos discursos que Hitler e Mussolini faziam para a população. 


E quanto aos personagens, como foi a elaboração das características e dos caminhos a serem seguidos pelos protagonistas e alguns outros que foram surgindo e crescendo na trama?


Em relação aos protagonistas, a minha maior preocupação era em retratá-los como pessoas normais. Apesar de Tomé e Gray possuírem traços de personalidade bastante distintos, procurei desenvolver protagonistas que fossem personagens comuns, humanos, com as mesmas angustias, desejos e anseios de qualquer adolescente na idade deles. O mais importante, para mim, era que eles fossem personagens coerentes com a moral que eles acreditam, seguindo o próprio código de conduta, errando e aprendendo com os seus respectivos erros. De certa forma, procurei desenvolver isso também em personagens secundários como Maggi, Ricardo, Marian e Jorge. Cada um com uma maneira de pensar diferente, mas sempre procurando agir com uma conduta coerente com suas personalidades. Agora existem outros personagens mais estereotipados e que você pode encontrar com mais facilidade em outras histórias de fantasia. Por exemplo, existe um personagem que vai funcionar como mentor/sábio. Há personagens também inspirados em figuras históricas, em pessoas reais e, outros, em histórias de outros universos que admiro tanto. Procurei misturar isso tudo e relacioná-los com os protagonistas.


Quanto tempo você levou para concluir a obra “Krystallo – Jornadas Além das Fronteiras” e iniciar o trabalho de divulgação aos leitores?


A escrita da primeira versão de Krystallo pode ser dividida em duas etapas. Os primeiros 35% do livro (mais ou menos isso) foi escrito durante alguns meses (uns três ou quatro meses) no ano de 2016. O restante da história foi escrita em um mês (final de janeiro e ao longo do mês de fevereiro do ano de 2018). Depois disso, entre março e setembro, o livro passou por várias revisões e por quatro leitores beta até chegar a sua versão final e ser lançado no dia 09 de outubro de 2018.


Você atribui algumas peculiaridades da sua narrativa a fatos próximos ao cotidiano do leitor? Se sim, quais? E se não, por quê?


Sim. Tentei fazer com que os personagens, principalmente os protagonistas, passassem por problemas que o leitor pudesse identificar como próximos a sua realidade. Além dos sentimentos e dificuldades pelos quais os personagens atravessam ao longo da história, acredito que o escopo político que envolve a obra também é muito importante e pode despertar um maior interesse do público jovem na democracia como um todo.


Poderia nos adiantar se existem novos projetos do escritor Raphael Fraemam vindo por aí, como uma possível continuidade da jornada que temos vivido com “Krystallo”, por exemplo? 


Com certeza. Krystallo é um projeto muito especial que pretendo expandir para, no mínimo, uma trilogia. Tenho muitas outras ideias em mente também, mas o próximo projeto será escrever a continuação das jornadas para além das fronteiras.  Ainda não comecei a escrever porque quero terminar de estudar alguns livros que podem me ajudar a pensar melhor sobre a continuação, mas pretendo começar a trabalhar no novo livro ainda neste ano.


Por enquanto, o leitor interessado em adquirir “Krystallo – Jornadas Além das Fronteiras” o fará em e-book, certo? Há planos para oferecer a obra para o formato físico?


Sim. Por enquanto, a obra só está disponível em e-book lá na Amazon. Mas uma das metas desse ano de 2019 é tentar conseguir alguma editora interessada em publicar a história no formato impresso e com capacidade de distribuição do livro pelas livrarias no país. Com alguma sorte, espero conseguir realizar esse sonho.


Para fechar: Gostaria de nos deixar algum recado? Se sim, fique à vontade!


Apenas queria agradecer a oportunidade de responder a essa entrevista e por ter esse espaço tão legal aqui no site do “Café com Leitura” e nas redes sociais. Queria convidar todos que leram a entrevista a seguirem os perfis do livro nas redes sociais: o instagram é @sagakrystallo e no Facebook é a página Krystallo. E também dizer que estou sempre à disposição para debater sobre o livro e sobre escrita criativa com qualquer interessado. Fiquem à vontade para entrar em contato pelas redes sociais ou pelo e-mail sagakrystallo@gmail.com. Um abraço.






Que bate-papo inteligente! Como há tempos não via por aqui, hein!?
Eu confesso que já estava sentindo falta dessas conversas tão próximas dos autores que trago aqui! 
E vocês, o que acharam?

Querem adquirir o livro? Atentem-se ao link a seguir:



Querem conhecer as redes sociais do autor? Estão aqui também!




Bom, espero que continuem me acompanhando, porque ainda vem muita coisa boa por aí!
O ano só está começando, minha gente! 

E não deixem de acompanhar as redes sociais do Café com Leitura Blog!

Beijos literários!