62/2020: ESCREVINHAÇÕES



Olá, como vão?

Como eu gosto de falar de poesias! Principalmente quando são palavras resguardadas e que, com o tempo, é como se soltassem-se das mãos do seu criador!

"...escrever é meu rezo, é minha forma de expressar meus sentimentos, de abençoar meu coração e de levar um pouco de leveza à alma dos irmãos, e de purificar a minha própria das más águas que por vezes se acumulam".

Rose Kareemi Ponce

Sabem que é justamente essa "leveza na alma" que me atrai quando ouço/leio poesias, as escritas de pessoas que parecem ter certo dom (nem sei se exatamente o seria, e se acreditam nisso!) ao nos tocar de alguma maneira com suas palavras!


Título Original: Escrevinhações

Autora: Andréia Cibele da Luz

Ano: 2018

Páginas: 92

Editora: Inverso

Sinopse

Escrevinhações, de Andréia Cibele, é um monte de papeizinhos escondidos na gaveta, jogados pela casa. Alguns feitos na madrugada. São as anotações rabiscadas em um bloquinho no carro, misturada com entrevistas e reportagens. A insônia, a taça de vinho, o choro, a terapia de uma estrada. Tudo junto entre poesias, crônicas e ensaios.


Ao ler a apresentação do trabalho de Andréia Cibele, fiquei me vendo. 

Me identifiquei.

Justamente pelo fato de ter cadernos, bloquinhos, post its e mensagens enviadas para mim mesma e para minha filha de frases, palavras e sentimentos que me vêm em mente,

ou em coração,

ou em espírito, acerca do que tenho vontade de expor.

Contudo, assim como ela, nem sempre as coloco para fora. 

Guardo (e, sinceramente, não consigo entender o sentido disso!), entretanto, em certa contrapartida, sei que, assim como ela, há de se ter um momento certo (mesmo que digam isso não existir), mas creio que no meu instante, chegarão a transferir essa graciosidade ao qual tenho certeza que atingirão a determinado público, como creio estar acontecendo com a escritora desde que, em 2018, resolveu pôr ao mundo seus textos, ensaios e crônicas.

"Não se aproxime... É escuro por dentro. Você não vai compreender meus abismos e meus fantasmas."

Em  Escrevinhações, a autora traz a coreografia, as paixonites mescladas a meninices, os mistérios do ser  mulher.

Traz amores,

apavoramentos e fugas.

Coisas de quem ama? (podem até ser!).

Nos convida a encantamentos da vida de maneira trivial e, através de sua dança das palavras, ilumina o leitor.


Em suas afirmações poéticas, nos declara que 

"amar é misturar-se ao outro, sem temer efeitos colaterais".

Nos provoca, muitas vezes em curtas frases, assertivas como o fato de o amor nos pedir outras formas de comunicação, o que, coincidência ou não, muito tem a ver com o que temos passado, não acham?

Para fechar lindamente deixo, humilde e fortemente, uma frase que ela começa um de seus trabalhos, mais precisamente na página 62, que nos anuncia que

"...nascemos para ser felizes!"

E aí, consegui passar leveza para vocês através do que senti ao ler  Escrevinhações, de Andréia Cibele da Luz, publicado pela Editora Inverso ? 

Eu de verdade espero que sim!


Beijos Literários!

 





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