42/2020: ATÉ QUE A MORTE NOS AMPARE

"Rosinha morre no dia do seu casamento e está fadada a reviver este dia por toda a eternidade. Como quebrar esse círculo vicioso de flores, bolinhos, convidados e uma morte horrível? Descobrindo seu assassino".
Olá! Como estão?
Eu estou ma-ra-vi-lha-da com a leitura do livro ao qual iremos conversar hoje e sinceramente acho que não posso deixar de compartilhar com vocês as minhas impressões acerca de uma obra tão dinâmica e criativa! Bora?! ;)

Título Original: Até que a Morte nos Ampare

Autor: Marcos Martinz

Ano: 2019

Páginas: 102

Editora: Skull
Sinopse

“Ei! Por favor, você não tocou neste livro por acaso. Preciso que me ajude. Eu quase me casei, sim, isso pode parecer normal, mas, eu estou morta, e não apenas isso, estou condenada a reviver o dia fatídico de minha morte todos os dias.
Quando eu morri? No dia de meu casamento. Para que eu descanse em paz preciso descobrir meu assassino, isso só será possível se você ler a minha história.”
— Rosinha, a noiva.
Rosinha morre no dia de seu casamento e está amaldiçoada a reviver essa tragédia por toda a eternidade. Como quebrar esse circulo vicioso de flores, bolinhos, convidados e uma morte horrível?
Descobrindo seu assassino.



Num bate-papo bastante interativo com a Dona Morte, o autor Marcos Martinz é convidado para um perfumado café, a fim de ser conduzido e nos conduzir a uma história misteriosa:  a de Rosinha, uma jovem que morre no dia do seu casamento, sendo condenada a reviver esse dia pela sua eternidade.

Por ser um bom contador de histórias, Dona Morte leva Marcos, que entra na trama como um narrador-personagem, a anotar em seu bloquinho todo o ocorrido a Rosinha na noite de seu enlace matrimonial.
"A história dela com certeza é perfeita para levarmos ao mundo dos vivos".
Em sua profissão no mundo dos vivos, o escritor fora designado por ela a relatar a trajetória da dócil jovem, a fim de que enfim pudesse evoluir.

O filme de sua morte a perseguia.

Mas será que Rosinha queria mesmo se casar?

Com uma narrativa bem descrita e com nítido capricho nos detalhes, Marcos Martinz oferece ao público-leitor bons diálogos que incrementam a trajetória de Rosa, que o conta de maneira linda e ao mesmo tempo sombria, como de fato morrera no dia do seu casamento (até onde se recorda).  Tudo a base de boas doses de café ― o café da Dona Morte! (o que eu particularmente a-do-rei!). Sem contar as essências cores de rosa da protagonista de sua fantástica história.

Além de humor, inclusive nas conversas entre o escritor enquanto personagem junto da Dona Morte, a narrativa tem certo ritmo, uma cadência que nos intima a estarmos inseridos na trama, como se não quiséssemos sair para nos inteirarmos de todo o ocorrido.  
"Eu só não sabia que um amor tão doce , teria um fim tão amargo".

Mesmo mesclando comicidade, Marcos traz um assunto de extrema importância a lidar com os leitores:  a depressão.

Passa a mensagem da relevância de algumas dores e perdas em vida como recursos à nossa própria evolução: o reescrever, de uma nova oportunidade em vida, porque somos constantemente capazes de florescer, de nos reinventarmos no curso de nossa trajetória. 

Sobre o autor
Aos cinco anos descobriu sua paixão pela arte circense e teatral, e, desde então, vem seguindo o ramo artístico - já participou e ainda faz parte de diversos projetos culturais. Hoje dirige a companhia teatral “Bonecos Teatrais” que estreou o espetáculo infantil “Os Três Porquinhos na Cidade” de sua autoria. Também dá aulas de teatro e segue sua carreira de ator na peça “A Pequena Sereia” da Cia Imagin’Art, dentre outras. Possui diversos cursos e workshops voltados ao cinema, ao teatro e ao roteiro, como o workshop de roteiro com Suzana Pires, atriz e produtora dos Estúdios Globo. Lançou seu livro “Até que a morte nos Ampare” pela Editora Skull. A obra foi lançada na Bienal do Livro em São Paulo e foi um sucesso em vendas, esgotando no evento e no site da editora. O livro fora apreciado por grandes nomes dos palcos, televisão e artes em geral. Sua obra vem sendo utilizada em escolas como material pedagógico, além de render encontros literários com sessões de autógrafos e palestras, abordando assuntos do livro e da literatura na adolescência e como ela auxilia no desenvolvimento do ser humano. Marcos serve de inspiração para muitos jovens transformarem seus sonhos em objetivos.

Fonte: www.zoomzine.com.br

Uma das melhores leituras que fiz até agora em 2020, galera!
Favoritada inclusive no Skoob. ;)

Mas me digam: 

Conhecem? 
Já leram? 
Leriam?

Bora papear!
Beijos Literários!

3 comentários

  1. Gostei demais de ter lido esse livro e de como o autor direcionou a história para um romance dark com uma pitada de bom humor. É uma obra que prende o leitor e o faz ler essa trama muito rápido, pois o envolvimento com a mesma é muito intensa. Recomendo para todos!!!

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  2. Nossa, que proposta interessante a desse livro! Só o título já é bem curioso e fiquei bem interessada em saber o que foi que aconteceu com a pobre Rosinha. Uma história de assassinato contada pela própria "Dona Morte"? Já quero ler.

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  3. Que sinopse interessante, achei a proposta diferenciada e inovadora! A mistura de humor com suspense e o toque sobrenatural criou uma atmosfera muito bacana, fiquei curiosa para saber o que de fato aconteceu com a Rosinha!

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