41/2020: SOMOS NINGUÉM

"Ela esperava sentir aquela paz e tranquilidade durante todo o tempo em que sua cabeça estivera mergulhada na quietude."
Olá, como estão? 
E aí, que tal começarmos a semana com a resenha de um livro de contos que trata de questões tão latentes no cotidiano de muitas pessoas? 
Topam?!
Então bora papear! :)


Título Original: Somos Ninguém

Autora: Cindy Dalila

Ano: 2018

Páginas: 102

Editora: PenDragon
Sinopse

Em uma sociedade imersa em interesses, guiada pela pressa e intolerância, algumas pessoas são afetadas pela pressão psicológica... Talvez muito mais do que deveriam.

São quatorze contos de quatorze personagens diferentes, cada um comandando a história de sua vida, sempre com muitas reviravoltas. Consigo eles trazem inseguranças, tristezas, raivas e traumas.

Não são contos leves, já que a maioria trata sobre problemas psicológicos. Também não é um livro do ponto de vista do profissional da área de saúde mental, mas sim do ponto de vista de cada personagem que está sofrendo na pele toda a angústia.



O livro Somos Ninguém, da escritora Cindy Dalila, oferece ao público-leitor, numa coletânea de 14 contos, histórias em que seus personagens vivenciam questões muito intensas, como as presentes na vida de tantos no cotidiano, como quando, por exemplo, passamos numa fila de banco, ou no metrô, dentro do ônibus, e que sequer imaginamos.

Nos relatos de Diana, Abigail, Frederico, Valentina, Fátima, Beatriz e seus demais protagonistas, a escritora nos oferece narrativas com diferenciais que envolvem imaginação, criatividade, transformações ―seja do corpo, da mente e, quem sabe, até mesmo da alma de cada um.


São espécies de (in)quietudes versus experiências;
Sexualidade atrelada a desejos, o mais explícitos e ainda os  subentendidos.


"É engraçado como pequenos momentos da vida parecem ser grandes ou como estes momentos podem mudar todo o resto da nossa existência".
Em alguns contos, como AbigailCindy Dalila nos capta através de atitudes como o controle de pensamentos e a observância de si mesmo e do próximo.

Já em Valentina (um dos meus preferidos!), infere sonhos em contraste com a realidade.
O medo.
A fé ( a possível falta dela).
Ceticismo.
"Martírio entre os sonhos e a realidade, já não encontro mais onde sorrir".
Uma escrita que dosa simplicidade à complexidade, acerca de análises, cogitações e anseios de cada ator central envolvido de maneira fictícia, mas ainda os coadjuvantes de cada proposição histórica, quando assim lhes são permitidos.



A sonoridade, misturada a sentimentos que, aos olhos de muitos são vistos como irrelevantes, parecem, de certa forma, incoerentes à nossa realidade diante e por detrás das redes sociais, que expõem, muitas vezes, falsas alegrias.

Tristes recordações, angústias, surpresas que só a mente humana nos provocam e nos obrigam , de certa maneira, a viver.
"Prazer, sou Valentina, o pesar que te abraça hoje e caminha solitário te deixando para trás. Não sou quem fica, no entanto espalho minhas cicatrizes deixando uma marca. Sou meu próprio doce veneno".
Sobre a simplicidade e a complexidade anteriormente mencionadas, acrescenta-se força,  uma escrita provocativa. Batente na escolha das palavras, bem como na construção de cada personagem.

E nesse querer um espaço no mundo,


  • Quem sou?;
  • A que vim?;
  • Que propósito há em minha pessoa?

Amizades que se constroem e desmancham-se com a naturalidade do tempo ou, na solidão, dúvidas quanto a nossa existência, ao reconectar-se e, sem ao menos compreendermos muitas interrogações, algo cessa, a iniciar-se em outras inquirições. 
Coisas da vida.

Sobre a autora



Cindy Dalila é uma escritora que gosta de descobrir, compreender ou ficar com mais dúvidas sobre cada sensação e pensamento que percorre na mente do ser humano. Nasceu em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, é formada em Biblioteconomia pela USP e atualmente faz a segunda graduação em psicologia.  Desde criança é apaixonada por terror, tanto em livros quanto em filmes e séries. Criava histórias imaginárias em sua cabeça que poderiam muito bem ser reais, e por isso, começou a desenvolver contos.

Passou um grande período sem escrever, até que no final de 2016 encontrou novamente a determinação que fez com que voltasse a preencher as linhas de muitas páginas que estavam em branco. Desde então, encontrou na escrita a combinação perfeita: arte como forma de terapia.

E aí, o que acharam? Leriam?
São sim leituras intensas, mas que instigam-nos a pensar sobre tantas coisas sobre a vida que super vale a pena!
Bora papear! ;)

Beijos literários!




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