24/2020: O GAROTO QUE SEGUIU O PAI PARA AUSCHWITZ

"Há muitos relatos sobre o Holocausto, mas não um como este".
Olá, como estão? 
Espero sinceramente que muito bem, pois o bate-papo que trago hoje por aqui, e também lá no canal, é sobre um best-seller incrível, porém de uma dura história da vida real, envolvendo a trajetória de uma pai e seu filho no Holocausto.
Bora conferirem comigo? ;)



Título Original: O Garoto que Seguiu o Pai para Auschwitz (Uma História Real)

Autor:  Jeremy Dronfield

Ano: 2019

Páginas: 360

Editora: Editora Objetiva 

Sinopse


Em 1939, Gustav Kleinmann, um estofador judeu, e seu filho, Fritz, são capturados pelos nazistas em Viena e enviados a Buchenwald, na Alemanha. Esse é o início de uma história real, comovente, em que seus protagonistas serão vítimas dos maus-tratos mais cruéis, em busca da sobrevivência.

Quando Gustav recebe a notícia de que será transferido para Auschwitz, na Polônia, Fritz fará o possível para não se separar do pai. Frente ao horror cotidiano de que são testemunhas, só uma força os manterá vivos: o amor entre eles. Com base no diário secreto de Gustav e em uma meticulosa pesquisa documental, O garoto que seguiu o pai para Auschwitz é uma história de lealdade e luta.



Um trabalho impecável!

Um best-seller internacional, publicado pela Editora Objetiva, selo do Grupo Companhia das Letras, em que Jeremy Dronfield  trata com maestria e singularidade da trajetória e das dificuldades vividas pela Família Kleinmann em uma autobiografia comovente aos leitores.
"Um jornalista inglês observou: 'De fato, os judeus na Alemanha não foram  formalmente condenados à morte; simplesmente se tornou impossível para eles viver''.
Em 1939, Gustav e Tini Kleinmainn, que moravam em Viena, tinham quatro filhos: Fritz, Edith, Herta e Kurt


Gustav era estofador e conseguia oferecer aos seus uma vida considerada estável, até a chegada dos nazistas à sua vizinhança. Por um infortúnio, assim como denúncia dos vizinhos, ele e Fritz  foram levados, capturados e, junto de muitas outras pessoas, conduzidos para Buchenwald, na Alemanha.



Mesmo correndo sério risco de ser descoberto, segundo relatos reais contidos na obra, e que foram posteriormente também fonte de trabalho de pesquisa e de recurso documental que contribuíram com a publicação deste material, com grande esforço e total sigilo, Gustav decide registrar tudo que fossem vivenciando ao longo desse trágico e infeliz momento tanto de sua vida quanto de seu filho. Para tal, usara um caderninho que levara consigo.
" Após se assegurar de que não havia ninguém por perto, Gustav pegou o diário e o lápis e escreveu em sua caligrafia legível e angulosa: 'Chegada a Buchenwald em 2 de outubro de 1939, após uma viagem de trem de dois dias'."

Dentre as funções pelas quais executavam em Buchenwald, Fritz e seu pai são requisitados para a construção dos campos de concentração. Inclusive, algo que marca na narrativa é a vontade e a necessidade que o jovem tem de acompanhar o pai a um novo espaço, em uma outra localidade, onde seriam construídos novos galpões e dormitórios, em que, daquela vez, seu pai fora selecionado, mas ele não. 

De maneira já audaciosa para a idade, o ainda adolescente se oferece a acompanhá-los, afirmando ter aprendido muito e ter tornado-se um mestre de obras. Mesmo em meio a risadas dos homens da SS tropa organizada para proteção pessoal do líder nazista Adolf Hitler, e sendo testado o tempo todo, porém mantendo uma frieza considerável, Fritz consegue manter o objetivo inicial, que era estar junto de seu pai para saírem dali unidos, não importando se vivos ou mortos.

Sobre tal construção, futuramente, chamaria-se Auschwitz.
" 'E foi assim que Auschwitz começou para nós de Buchenwald', recordaria Fritz mais tarde. 'Percebemos naquele momento que estávamos condenados à morte' ".
Para ficarem juntos, ambos viveram angústias surreais de milésimos de segundos por milésimos de segundos por cerca de quase seis anos. Mas ao final, ainda com todos os horrores que sentiram e presenciaram, conseguiram manter-se firmes, fortes, reunidos, até saírem, com vida, e reconstruírem-se do lado de fora dos campos de concentração.



Em todo tempo de muita luta, passando por constrangimentos físicos, psicológicos e até morais, Fritz mostrou tornar-se um homem forte, que não havia chegado ali para morrer como a grande maioria, e fez o possível e o impossível para salvar a si, ao seu pai e até mesmo aos demais, envolvendo-se em grupos contrários a tudo aquilo, mesmo contra a vontade de Gustav.
"Comparado ao que haviam acabado de passar, quase dava para chamar de uma vida civilizada, ainda que numa civilização forjada com mãos sangrando atrás dos muros do inferno".
Através de um trabalho minucioso pelas memórias de Gustav e da Família Kleinmann, relatos extraordinários são ressaltados nesta bela obra.

São fatos tristes, comoventes e até chocantes, o que me trouxe, como digo no canal, certa dificuldade em ler, mesmo tendo concluído a leitura com êxito e muitas reflexões acerca desse trágico e condenado período da história da humanidade.

Há reencontros, mágoas, lições de vida e de resistência que são muito bem narradas ao longo das 360 páginas desta obra-prima em forma de livro!


"Quanto ao pesadelo _ bem , nunca terminaria enquanto estivesse vivo e com memória. Os mortos continuavam mortos, os vivos carregavam cicatrizes, e seus números e suas histórias permaneceriam para sempre na lembrança."
Impactante, não acham? E aí, que me dizem? Já leram a obra? Quais suas opiniões sobre ela? E se não leram, leriam? Gostam de conhecer as histórias reais e fictícias envolvendo o Holocausto? Me contem aqui!

Ah, e lembrem-se, assim como a resenha está saindo aqui, concomitantemente, também está saindo vídeo no canal! Acessem aí e bora papear!

Por hoje é isso tudo! ;)
Beijos literários!

30 comentários

  1. Olá!!
    Muito emocionante esse livro! Sua resenha captou a essência da narrativa
    Os livros sobre Holocausto estão super em alta, o que é algo muito bom! Saber o que as pessoas sentiram tem o poder de dos transportar para essa época da história.
    Parabéns pela resenha!! Até a próxima.

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  2. Uau, que comentário rico! amei! Fiquei feliz com seu carinho e retorno! E justamente! Esse é um tema que está em alta!! Um beijo!

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  3. OI, Ana!
    Eu vejo essas capas eu já fico com um aperto no coração. Eu realmente não sou adepta a ler livros sobre a segunda guerra mundial, livros desse tipo me deixam muito mal emocionalmente e eu evito até a morte! Mas pra quem gosta dessa emoção e sensibilidade precisa ler né?
    Beijo
    http://www.capitulotreze.com.br/

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    1. Menina, nem me fale desse aperto no coração que conheço bem!Entretanto, como bem reforçou, há horas que são necessárias esta leituras! Feliz por vê-la aqui! BJs

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  4. Você sabe que eu gosto demais desse estilo de leitura e essa indicação já está em minha lista de desejados, com certeza encontrarei passagens bem impactantes, mas que não tem como fugir, pois nessa época nada de bom acontecia. A única alegria foi o final da Guerra. Não espero a hora de começar a ler.

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    1. Ah, Gustavo, como eu sei que gosta! Leia sim! Irá gostar muito, pois a obra é perfeita!Abraços!

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  5. Oii amiga! Tudo bem?? Espero que sim <3

    Esse é um daqueles livros emocionantes que nos fazem refletir muito! Já fiquei interessado! Esse é o meu estilo de leitura e por isso já foi para a lista de desejados. Obrigado pela dica <3

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    1. Oi, Lucas! Estou muito bem e espero que você também! Se é um estilo literário que gosta, então não perca tempo! Vai gostar!Bjs

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  6. Gente, acho que também estaria me debulhando em lágrimas lendo esse livro. Eu só li os livros de ficção que se passam nessa época, e mesmo assim preciso de estômago para continuar. Eu não sei como seria ler um livro de uma pessoa que realmente passou por isso. É algo inimaginável, que às vezes fingimos que esquecemos, mas é nosso passado manchado de sangue e tristeza.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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    1. Oi, Hanna! Como vai? É uma história muito triste, mas muito bem narrada! A obra é perfeita! Grata e feliz com a sua contribuição! Bjs

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  7. Ser a resistência não é fácil, como também não é certeza que ficará vivo diante de uma situação dessas, Fritz deu sorte e que bom que ele deu sorte, que bom que foi possível a existência desse livro, com sua importância histórica. De forma geral, quero ter a oportunidade de ler esse livro.

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    1. Fritz foi um guerreiro e, pela sorte lhe imposta pelo destino, fez a diferença, conseguindo sobreviver e estar junto do seu pai. Leia sim! Acho que lhe contribuirá e muito. Aliás, tenho certeza! Grande beijo!

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  8. Preciso anotar para conferir esse bate-papo lá no canal também! Sempre quando se fala em AUSCHWITZ eu já fico com o coração apertado. Gostei bastante do que você apontou aqui sobre esse best-seller incrível. Mesmo contendo uma dura história da vida real, envolvendo essa trajetória de pai e filho no Holocausto. Acho que leituras assim são essenciais e necessárias, mesmo deixando o coração na mão. Muito bom conhecer!

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    1. Ah, Debora, vou mesmo te esperar. Modéstia a parte, o vídeo está joia! Hahaha! É um super best-seller! Te vejo lá também! Fui!

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  9. Desde que li pela primeira vez "O diário de Anne Frank", quando tinha uns 13 ou 14 anos, comecei a me interessar por livros cuja temática ou plano de fundo fossem a segunda guerra mundial. Gosto mais ainda quando as histórias são reais porque acho muito importante ouvir de quem viveu aquilo o quanto foi tenebroso, para não corrermos jamais o risco de esquecer e da situação se repetir. Não conhecia essa obra ainda, mas adorei a dica, anotei na minha lista.

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    1. Oi, Ju! Sim, quando são histórias de vida real parece que se acentuam mais em nossa mente, não é verdade?Pode anotar e conferir que irá gostar! Bjs

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  10. Uma obra que segue a linha do clássico Anne Frank. Impossível não se atrair por uma parte tão triste da história mundial. Abraços.

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  11. Gosto muito de ler sobre o tema da segunda guerra, sinto que algo tão cruel não pode nunca ser esquecido. Apesar de ser pesado e muito triste, o livro parece ser muito emocionante. A história é realmente muito impressionante e fiquei muito interessada, já procurei o livro e coloquei na minha lista de desejos. Obrigada pela sugestão e pela resenha maravilhosa!

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    1. Oi, Victoria! Como vai? Espero que bem! Muito obrigada! Feliz por ver que a resenha te chamou a um assunto que até mesmo já atrai seu interesse! Vai gostar, quando tiver a possibilidade de ler! Bjs

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  12. Mlr, como vi logo cedo no canal e falo aqui novamente. Imprescindível conhecer essas histórias. Holocausto mexe.comigo de uma forma... Se houvesse encarnação, acho que fui dessa época, pq viu...desisti de falar a respeito numa pesquisa pq não ia conseguir apresentar um TCC ou algo do tipo sem chorar.

    Esse ja tá na lista.
    Espero ler em breve. Tô lendo O tatuador de Auschwitz...
    Küss 😘

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    1. Oi! Como viu lá no canal, Holocausto também mexe muito comigo! São histórias necessárias a nós enquanto seres humanos, infelizmente. Arrisque-se que irá gostar! tenho certeza! O Tatuador de Auschwitz ainda não li, mas no momento vou dar um tempinho (rsrs) Bjs

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  13. Oie, tudo bem? Recebi esse livro mas confesso que ainda não li. Enredos ambientados durante a guerra sempre nos marcam e deixam uma mensagem muito forte. Imagino o que todas aquelas pessoas viveram e as marcas que ficaram no decorrer dos anos. Nunca tive vontade de conhecer a Alemanha mas acredito que seria interessante um bate-papo com algum nativo para saber qual a visão deles e quais são os resquícios de tudo o que houve. Fiquei bem curiosa em ler depois da resenha. Um abraço, Érika =^.^=

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    1. Oii! Tudo joia! Você, ao que parece, tem a mesma sensação ao qual me refiro sobre esse tipo de leitura. Entretanto, é muito bem escrito, viu, Erika! Quando tiver o seu tempo de leitura, creio que irá tirar bom proveito! Bjs

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  14. Ana do ceu,
    Esse livro me derrubou so na sua resenha. Acho que nao tenho psicologico pra ler
    Gosto da tematica do holocausto pq aprendo muito, mas cada livro é mais pesado que o outro.

    Esse pra mim é uma grande novidade. Ainda nao tinha visto....

    Vai pra lista com certeza

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    1. Uau! Como vai, Rê!? Espero que bem!
      Se gostou da proposta e gosta da premissa, arrisque-se! Super valerá a pena! Lisonjeada pelo carinho e visitinha! Bjs

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  15. Oi Ana. Que livro, hein! Estou impactada. Não conhecia e agora já preciso ler. Eu gosto muito de histórias com essa ambientação, pois apesar de duras e tristes, sempre trazem grandes ensinamentos. Mostram como tudo se transforma qndo a gente nao consegue enxergar o outro como um igual. Uma das manchas mais desesperadoras do nosso passado. Então acho importante dar caras e vozes (ainda fictícias) a essas pessoas que estavam lá sentindo até onde a maldade humana pode chegar.
    Parabéns pela escolha!

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    1. Oi, Karina! Livraço mesmo! Aqui Jeremy Dronfield, com base nos relatos, no diário de Gustav, e em tanta pesquisa, arrasa nas descrições. Concordo com suas declarações!Aqui, no caso, a história foi baseada em fatos reais. Fritz e Gustav de fato existiram, o que mexeu ainda mais comigo! Amei o bate-papo!
      Bjs

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  16. Boa noite, cara mia.
    Pela sua resenha, percebi que é um livro muito interessante, mas para esse meu momento não serve. Até porque esse momento da história sempre me foi indigesto. Lembro de quando o estudei no colégio, parecia se tratar de uma ficção porque parecia impossível que um único humano convencesse a tantos outros de cometer tantos ato atrozes.
    Me lembro do primeiro livro que li a respeito... traziam os relatos de pessoas sobreviventes do pior campo de concentração. Perdi o sono durante dias e até conversar com alguém a respeito não tive paz.
    E ao olhar para esse mundo de hoje, infelizmente encontro respostas para as perguntas que fiz no tempo do colégio. Surreal, mas acho que quanto mais ler o passado, menos risco corremos de permitir que tudo se repita. Daí a necessidade de livros como esse sejam lidos. No meu caso, em outro momento que não esse. Preciso de coisas menos densas na minha realidade por hora.

    bacio e parabéns pela excelente resenha. uma das melhores que li aqui.

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  17. Oi, Luna! Realmente, preciso me dar um tempo a tal tipo de leitura a partir de agora! Me sinto lisonjeada pelo elogio!Muito obrigada! Bacio

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