03/2020: NEM ANJOS NEM DEMÔNIOS

"Nós somos seres capazes de virtudes e de vícios. Somos seres angelicais e demoníacos".  (Mario Sergio Cortella)
Oi, pessoal! Tudo bem? 
Que tal hoje conversarmos de maneira um tanto analítica acerca das escolhas que nós, seres humanos, temos a possibilidade de realizar na vida?

Bom, parece que minhas últimas leituras do mês de dezembro seguiram essa vibe, o que foi de certa forma, maravilhoso, pois posso trazer aqui para vocês um pouco de sabedoria nas palavras, boas vibrações, boas sensações...

Acredito que tenha sido assim com a resenha de O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, com O Herói Aprendiz, de Raquel Cantarelli, e hoje com Nem Anjos Nem Demônios.


Título Original: Nem Anjos Nem Demônios - A Humana Escolha Entre Virtudes e  Vícios

Autores: Mario Sergio Cortella e Monja Coen

Ano: 2019

Páginas: 208

Editora: Papirus  

Sinopse

Como somos nós? Generosos, justos e piedosos? Ou gananciosos, intolerantes e preguiçosos?
Neste livro, Mario Sergio Cortella e Monja Coen trazem a filosofia e a espiritualidade para uma conversa acolhedora sobre aquilo que eleva a vida – as virtudes – e o que desafia a ética – os vícios. Os autores reconhecem suas próprias fragilidades e nos inquietam a pensar: O que torna alguém virtuoso? São as circunstâncias que definem nossa trajetória? Por que ser bom, num mundo que parece cada vez mais se corromper? É possível perdoar sempre ou há atitudes que são imperdoáveis? Há um limite para a prática virtuosa?
Como mostram os autores, entre virtudes e vícios, construímos nossa história. Anjos ou demônios, a escolha é de cada um.


Num bate-papo inteligente entre Mario Sergio Cortella e Monja Coen, temas importantes, relevantes diariamente ao cotidiano das pessoas, são tratados no livro, o que faz com que o leitor consiga ter acesso a um material que traduz-se em uma mescla de Filosofia, unida a ensinamentos e múltiplas reflexões.
"Penso, portanto, que a generosidade é esse transbordamento em que fluímos em direção a outra pessoa, saímos da nossa própria borda e estilhaçamos aquilo que é a nossa barreira interna." (Mario Sergio Cortella)
Ao se falar em Virtudes e Vícios, por exemplo, um terceiro elemento foi colocado em questão: a naturalidade


E, como Cortella diz de Monja Coen em suas colocações na página 23, a mim, leitora, chega a ser fascinante a leveza e a magnitude com que nos mostra no livro em questão: "...essas várias formas de 'budizar' a vida".




E nos permitem ainda trafegar através de conceitos de virtudes, bem como prudência, temperança, amorosidade, caridade...

Sempre embasados, fundamentados em suas vivências, e ainda em concepções e teorias filosóficas e religiosas que nos fornecem a possibilidade de um encalço a possíveis escolhas diárias.
"A impermanência é a impermanência de um eu, porque, conforme aprendemos, lemos, estudamos, convivemos com outras pessoas, vamos nos transformando. Nesse processo, podemos escolher uma direção. Podemos escolher ou o caminho da virtude ou o do vício". (Monja Coen)
Nos são apontadas indagações e bons argumentos ao perguntarem-se, por exemplo, se "adianta ser bom", se "a vida é uma escolha", se "todo ser humano tem salvação".

Pelo "perceber o outro", nos falam de generosidade, da polidez...
"Há três forças principais, três venenos que pegam o ser humano: a ganância, a raiva e a ignorância. É por isso que falamos que a sabedoria, a compreensão clara, é a mãe de todas as virtudes, porque ela acaba com o vício". (Monja Coen)
Bom, esse é o recado que tenho a deixar para vocês no dia de hoje!
E então, me digam se é ou não uma ótima pedida para esse comecinho de ano?

Me contem: já leram o livro? O que acharam? Vamos conversar!

Beijos literários!



2 comentários

  1. Amiga, que resenha linda! Você consegue expressar tão bem o que podemos esperar do livro e nos faz ter vontade de ler a obra.
    Essa seria uma leitura diferente para mim, mas achei bem interessante e repleta de reflexões sobre nossas atitudes.

    bjs

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  2. Uma obra de reflexão mesmo, Cortella sempre traz esses assuntos para debatermos por hora após a leitura. Gostei de ter conhecido esse livro, seria de grande valia para mim, inclusive por causa da minha profissão.

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