BATE-PAPO COM A AUTORA NANE P. FELICIANO


Oi, pessoal! Como vocês estão? 
Hoje eu trouxe um bate-papo super gostoso com uma escritora que, ao ler seu livro no início do ano, me fez identificar-me com seu carisma, sua escrita e muito do que ela coloca no papel. Por esse motivo, eu não poderia deixar de trazer um pouquinho mais dela, que emana luz, ao Café com Leitura Blog .
Bora papear!

  Quem é a Nane P. Feliciano em suas mais diversas vertentes?

Faz um tempinho, eu diria uns quarenta anos, que venho tentando responder essa pergunta, kkkk.
Sou desses seres inquietos, sabe? Acordo cedo, muito cedo.
Costumo dizer aos amigos que, se tiverem algum problema as cinco horas da manhã, podem me ligar.
Estarei acordada e pronta para encher uma laje!
Levanto já com mil ideias na cabeça. Acordo meus meninos, me arrumo rápido, faço café enquanto boto umas roupas para lavar, converso com marido, pergunto coisas, enfim... certamente deixaria louco qualquer ser humano que precisa de um pouco mais de paz pela manhã...
Sou a maluca da caneta e do caderno.
Em meio a anotações de trabalho, listas de supermercado, orçamentos e etc, sempre surge um “pedir a receita da torta para fulana”.
Me considero uma mãe meio anos 80, sabe?
Daquelas que fazem bolo do pro café da tarde, chama os amiguinhos dos filhos, aperta demais “as cria” mas... quando perde a paciência, bota a cabeça na janela e grita:
- Tá maluco, menino?? Já para dentro!
Não tenho a fala acelerada nem falo alto, acho até que engano com essa minha cara meio tranquilona.
Quem me vê, acho que não faz ideia do turbilhão de pensamentos e ideias que habitam em mim.
Às vezes me recolho.
É que muito barulho interno também cansa :).


   Como teve início a sua vida de escritora?

Acho que foi meio por acaso. Eu tinha uma série de textos e crônicas todos guardadinhos e, um dia, resolvi publicar um deles. O texto era leve e falava sobre a primavera e o poder de recomeço que essa estação desperta em mim.  O resultado foi tão bacana!
Recebi mensagens pedindo para que eu escrevesse mais; mensagens lindas me incentivando mesmo. Depois disso, comecei a enviar meus textos para um site de crônicas e minhas publicações ficaram mais frequentes.
Até que um belo dia, quando escrevi um texto sobre a morte, uma pessoa que eu nem conhecia pessoalmente, me escreveu agradecendo e dizendo que minhas palavras tinham despertado nela, uma vontade de recomeçar, depois de uma grande perda.
Chorei. Chorei e senti que, se minha escrita pôde despertar algo de bom em outra pessoa, talvez um livro pudesse ajudar mais algumas!

  Além do projeto "Enquanto eu Escrevia...", há outros?

Sim! Inclusive, tem um no forninho.
Um livro infantil, a pedido dos meus meninos.
Estamos trabalhando nele e deve sair no primeiro semestre de 2020. :)


  Como você chegou à Editora Scortecci enquanto editora que publicaria seu livro?


Foi uma indicação de uma amiga querida, Grisiele Moreira.
O livro estava pronto e eu já vinha batendo cabeça e correndo atrás de algumas editoras.
Descobri coisas complicadas sobre esse mercado e estava procurando uma editora sólida, que tratasse meu livro e a mim com respeito. Foi quando a Grisi me disse que uma amiga dela  tinha publicado o livro pela Scortecci e que tinha dado tudo certo.
Corri lá e, quando cheguei naquela casa no bairro de Pinheiros, me senti na minha própria casa.


   De onde surgiu a ideia de elaboração do livro partindo para este foco?

Eu já tinha uma série de textos sobre os mais variados assuntos: maternidade, vida, amor, educação e alguns textos divertidos, mas achei que não eram suficientes para compor um livro.
Por outro lado, ainda não me sentia segura para escrever um romance inteiro.
Foi quando outro grande amigo, Vanderlei Santos, me disse:
 - Nane, um livro de crônicas é um ótimo começo, não acha? Você conhece o mercado literário, apresenta sua linguagem, conhece os leitores e, quando se sentir mais segura, terá mais experiência para publicar um romance.
Amo meus amigos!

 Durante a leitura de seu livro, observei que você cita Sílvio Santos. O que a levou a mencioná-lo em seu livro? Houve alguma experiência pessoal que a marcou ligada ao apresentador?

Puxa, adoraria ter tido algum contato pessoal com o Silvio, mas, infelizmente ainda não tive essa oportunidade.
Cresci vendo minha mãe se divertir muito assistindo aos programas dele.
Aos domingos, via aquela mulher simples e cheia de afazeres, sorrindo como criança e se emocionando como poucas vezes eu via, ali, sentadinha frente a TV.
Adolescente, quando li a biografia do Silvio, fiquei encantada ao descobrir que, além de ser um comunicador incrível, é um empreendedor nato.
Sei lá... talvez minha admiração pelo comunicador que ele é, tenha feito de mim, publicitária.
Talvez minha admiração pelo empreendedor que ele é, tenha feito de mim, essa curiosa que já se aventurou por alguns caminhos profissionais...


Ainda em seu livro, vi e, diga-se de passagem, adorei o termo "quarentar".  Esse seria um termo criado por você ou viu em algum lugar? E como você acha que se enquadraria no seu cotidiano?

Se eu disser que criei, não tenho certeza.
Se eu disse que li em algum lugar, não saberia dizer se é verdade, kkk
De verdade!
Sempre ouvi dizer que a vida começa aos quarenta, mas, ao menos para mim, uma série de transformações começaram mesmo, lá pelos 37 anos.
Mudanças no contexto familiar, novos caminhos profissionais, chegadas e partidas de pessoas queridas... enfim, senti uma transformação muito grande dentro de mim e, nesse contexto, escrever foi uma catarse enorme e que me fez muito bem. Daí o uso do termo “ quarentando”; uma série de mudanças que começaram antes e que, com o lançamento do livro aos 40 anos, me trouxeram paz...

 Em "Enquanto eu Escrevia...", observei alguns textos que aparentemente são fictícios, mas que tratam da vida real das pessoas. Há alguns que são, verdadeiramente, voltados à sua rotina pessoal de vida? Há algum que você tenha se espelhado nas histórias de alguém próximo?

Muitos, muitos dos textos refletem as minhas próprias experiências e alguns são frutos da observação que faço do comportamento humano mesmo, sabe?
Textos como “ Mega-Sena da discórdia” ou “LADO B”, por exemplo, não falam de ninguém em especial, mas retratam um pouco da loucura que certamente habita em todos nós.

  Você tem alguma mensagem que gostaria de deixar ao público-leitor? Fique à vontade!

Ahhhhh, eu só tenho a agradecer! Quando escrevi esse livro, desejei que os leitores pudessem enxergar as próprias histórias lendo as minhas. Todos temos medos bobos, coragens absurdas, histórias de amor, desilusões, passagens divertidíssimas...
Enquanto eu Escrevia... é um livro que fala sobre a minha vida mas que, tenho certeza, reflete um pouquinho da vida de todos nós. Cada vez que recebo mensagens de pessoas que dizem que se enxergaram naquelas páginas, tenho uma sensação de dever cumprido. Sensação essa, que só não é maior que a de gratidão!

Beijo Nane


Fotos gentilmente cedidas pela autora!

Gente, que moça mais simpática e talentosa! 

Enquanto Eu Escrevia... foi o primeiro livro que recebi com a parceria do "Café" com a Editora Scortecci esse ano. A resenha do livro saiu aqui no blog em abril. Foi para mim uma experiência riquíssima, uma leitura que me fez bem! O bate-papo acabou chegando no tempo certo das coisas, e eu estou muito feliz!

E vocês, gostaram? Já leram o livro de Nane? O que acharam? Já foram conferir a resenha? Espero que tenham se encantado, assim como eu! 
Beijos literários!

2 comentários

  1. Que bacana a entrevista!! Eu queria muito ler esse livro que chamou minha atenção já pela capa.
    Cheguei a solicitar, mas infelizmente não fui atendida.
    Bom conhecer a autora.

    Bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom dia, Fernanda! Sou a Nane, autora do livro. Você solicitou pela internet, digo, nas livrarias? Peço mil desculpas (principalmente se solicitou a mim via redes sociais). Sou analógica, Fernanda. Funciono bem com canetas e bloquinhos. As vezes me perco nas redes sociais... Gostaria que eu mandasse para você por correio? Deixo aqui, meu email: nanpfeliciano@gmail.com


      Excluir