26/19: AS ROSAS DO SOBRADO AZUL

"_ Nunca esqueci o aroma do perfume de rosas que você usava no colégio."
Olá! Como estão? 
Hoje é dia de resenha aqui no "Café"! Simmmm!
A resenha de hoje é de uma querida autora que tive o privilégio de ser apresentada ao trabalho através da Ler Editorial, parceira do "Café", quando recebi um presente em forma de obra literária, o livro Posso te Amar, que aliás, tem resenha aqui no blog. Eu falo de Zeli Scheibel.
Então, hoje preparem-se para conhecer a resenha de seu lançamento mais atual, o livro As Rosas do Sobrado Azul
Acheguem-se! ;)


Título Original: As Rosas do Sobrado Azul

Autores: Zeli Scheibel

Ano: 2019

Páginas: 188

Editora: Ler Editorial
Sinopse:

Leonor nos faz refletir sobre o poder da ligação familiar no autodesenvolvimento.

— Saí do funeral da mamãe com a sensação de vazio. Não pelo fato de ter me separado dela, mas por ter nítido o sentimento de não pertencimento. Faço questão de deixar bem esclarecido que não me refiro à essência de Deus, neste quesito tenho minhas convicções bem definidas. Estou falando da vida corpórea e todo o comprometimento atrelado onde nascemos.
No meu entendimento, o vazio vem de lá, de algum lugar ou de todos os lugares do passado, não sei. O que sei é que esta é a causa da minha busca. Parei de perseguir minha sombra, decidi me jogar firmemente dentro dela, no seio familiar. Pelo menos, é nisso que vou me concentrar, pensou Leonor.
Não será uma tarefa fácil, descobrir e aceitar a história da família para acolhê-la com a ideia de que tudo é possível, quando reconhecemos o arquétipo da mãe que nos gerou, mas que também gerou sua própria história, que faz parte da nossa essência.
Para descobrir, minha incansável busca inclui morar no sobrado da vovó. Terei coragem?


Leonor é uma mulher forte e cheia de ideais. 

Gostava de cozinhar e, embora fosse promotora de eventos, sempre sonhara em ter seu próprio restaurante, entretanto, lembrava-se dos comentários de sua mãe _ Rosa _ a respeito desse prazer nutrido apenas internamente por ela.

Certa manhã, mais especificamente em 14 de março de 2015, recebera a triste notícia do seu falecimento. No velório, diante do caixão, observou que um bilhete estava atrelado às mãos de sua mãe, o que a deixou intrigada e curiosa. Nele, Leonor vê que sua mãe, poucos instantes antes de falecer, diz da tristeza que sentia pelas diferenças entre as duas e da necessidade de lhe contar três coisas. Contudo, não consegue, vindo a óbito.

  • O que afinal ela queria lhe revelar?

Gustavo era o seu amor de infância. Outro fato de sua história de vida também reprimido por sua mãe. Tempos depois, nessa data de tristeza a todos, eles se reencontram...
"Observei-o de costas, manipulando as panelas. Ele era perfeito! Olhei a lua prateada através da janela entreaberta da cozinha, sua energia encheu-me de coragem. Contudo, dúvidas ainda se entrelaçavam em minha cabeça e eu me perguntava se desta vez teria forças para lutar. O amor, sem dor, poderia existir?"
Ainda assim, reavendo seu grande amor, tormentas do passado a rondavam. Era necessária uma espécie de remição interna da personagem para que conseguissem desatar elos que a prendiam, para conseguir seguir em frente.
"Às vezes, tinha a sensação que meu amor por Gustavo não venceria o mistério que enfraquecia minha autoestima. Não enxergava a hora de assumir as rédeas da minha vida".

Sonhos - bilhetes de Gustavo - resgates - passado - revelações...

...uma alma repleta de expectativas e de esperanças!
"_ A vida, Leonor, é como uma colcha de retalhos. Às vezes, ela é longa o suficiente para cobrir uma vida, em outras é tão curta que não chega a cobrir os pés."
Uma história tão simples de ler, com fatos tão bem ajustados, que não nos dá vontade de ousar pular qualquer frase da trama!



Observando a escrita de Zeli Scheibel, como leitora conhecedora de duas de suas obras literárias, consegui verificar que em ambas, Posso te Amar e As Rosas do Sobrado Azul, as protagonistas possuem um dilema: a compreensão de vivências ligadas a um passado e de vidas que já se foram. 

Tanto a personagem principal de uma narrativa quanto a outra vão ainda aproveitar um espaço que está relacionado às suas vidas para sanarem algo, realizarem um projeto/ideal de trabalho. 
Buscam a plenitude, superam e alcançam a felicidade no que almejam.

Sobre a autora


Pós-graduada em Psicologia Transpessoal e apaixonada pelas técnicas de Psicossíntese, a gaúcha Zeli Scheibel é autora dos livros Posso te Amar, No Divã da Natureza e Muito Além do Perdão, obra que lhe rendeu reconhecimento nacional.

Escritora de romances espiritualistas, Zeli acredita que na vida tudo tem fundamento na espiritualidade, que ancora o propósito do viver integral. Para ela, o amor impulsiona a vontade para superar desafios e vencer as vicissitudes.


“Somos capazes de transformar coisas, transformando-nos. Nossa missão é evoluir e só há uma forma de ser uma pessoa melhor, ajudando outras pessoas a se descobrirem na trilha do autoconhecimento, com equilíbrio e bom humor.”

E aí, me digam o que acharam! Já conheciam a autora e as duas obras aqui retratadas? O que acharam? Concordam com minhas considerações sobre As Rosas do Sobrado Azul? Por quê? 
Ah, vocês não leram ainda Posso te Amar e As Rosas do Sobrado Azul ?
Eu posso ajudar! Vou deixar aqui os links para vocês adquirirem, ok? 

Depois me digam as considerações de vocês sobre a escrita da autora!
Beijos literários!


6 comentários

  1. Não conhecia a autora, e achei bem poético o nome desse livro, vejo na minha mente o sobrado azul e as rosas no jardim da frente. Fiquei curiosa com a história do bilhete, queria saber quais as três coisas que a mãe queria ter dito antes de morrer.

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  2. Olá Ana, mais uma maravilhosa resenha! Pela resenha, parece o tipo de leitura que eu adoro, coisas que devem ser pensadas, pois separo minha vida antes da perda de meus avós e depois disso. Minha esposa as vezes diz que não entende de onde tiro coragem para falar certas coisas com pessoas, principalmente as que amo e acho que isso deve-se a compreender que um dia elas se vão e só sobrarão possibilidades e saudade. Amei o perfil da autora e a frase “Somos capazes de transformar coisas, transformando-nos. Nossa missão é evoluir e só há uma forma de ser uma pessoa melhor, ajudando outras pessoas a se descobrirem na trilha do autoconhecimento, com equilíbrio e bom humor.” é simplesmente maravilhosa !

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  3. Não conhecia o livro, nem a autora, mas fiquei bastante curioso para ver a história e também apreensivo imaginando como seria se eu quem estivesse vivendo isso :O

    Obrigado pela recomendação!

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  4. Olá!
    Ainda não conhecia esse livro, mas adorei a capa e a premissa dele. Adoro histórias simples, mas que parecem ter muito para ensinar.

    Já estou seguindo seu blog para acompanhar mais dicas como essa <3
    Beijos,
    Blog PS Amo Leitura

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  5. Adorei a capa. Não conhecia a autora.Dica anotada..

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  6. Oi Ana!
    Que resenha lindíssima, minha amiga!
    Estive paquerando a capa dele quando o vi no seu blog porque a achei de uma sensibilidade incrível, e agora sabendo mais sobre o livro, vi que estava certa.
    Esse livro parece trazer à tona muitas emoções.
    Fiquei curiosa para saber mais sobre Gustavo.
    Beijos,
    Amanda

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