16/2019: ENQUANTO EU ESCREVIA...

"E eu, que amo as palavras, me pego agora sem saber descrever bem o que escrever significa para mim. Tem gente que fala, que conta, que extravasa. Tem gente que pinta, que costura, que toca. Tem gente que canta, que corre, que trabalha dobrado. Tem gente que cala. Eu escrevo..."

Olá, bookworms! Como estão? Lindo isso, não acham?
O livro que apresento na forma da resenha de hoje me fez chorar, me trouxe um saudosismo gostoso e, em alguns momentos, inclusive, me fez voltar no tempo e rememorar fatos lindos da minha vida.
O que acham de me acompanharem com a minha primeira leitura da parceria com a Scortecci Editora?


Título Original: Enquanto eu Escrevia.. (Porque Talvez Você Tenha Vivido Coisas assim)

Autora: Nane P. Feliciano

Ano: 2019

Páginas: 168

Editora: Scortecci Editora

Sinopse:

Enquanto eu Escrevia... é desses livros que a gente aperta junto ao peito quando termina de ler cada crônica. Misturando doses de humor, emoção, fantasia e realidade, a autora nos convida a refletir sobre nossa própria vida enquanto compartilha a sua. Relacionamentos, vida e morte, situações divertidíssimas do cotidiano, são alguns dos ingredientes que fazem dessa obra uma daquelas que a gente fica mais leve quando termina de ler.
Nane P. Feliciano, é publicitária, pós-graduada em paixão por cotidiano e mestranda em criação de menino levado. Nascida no final dos anos 70, é casada e mãe de dois meninos, os “Ursos” que protagonizam algumas das crônicas desse livro. Colunista do site O Segredo, autora do Blog Nane Prosa e produtora de conteúdo para internet e algumas revistas, essa Paulistana de 40 anos, se delicia e emociona as pessoas mostrando o lado divertido das coisas do cotidiano, por meio de suas crônicas.


Já na apresentação do livro, a linguagem usada pela escritora tem a facilidade de nos acolher enquanto leitores. Uma escrita poética, e a identificação pessoal com o intuito de criar o blog.


Suas reflexões sobre os momentos "enquanto escrevia" permitem-me reconhecer a mim mesma em tais palavras.

No prólogo, quando leio sobre como esse encantamento pela escrita começou, percebo-me,  já de início, com a máquina de escrever que ela ganha, a leitura do livro "A Ilha Perdida", da Série Vagalume, e o amor pelas palavras. Parece que estou lendo sobre mim mesma!
"O tempo foi passando e escrever se confirmou minha terapia, meu refúgio".
Em suas descobertas, e de sua (re)construção pessoal, me peguei em pensamentos, refletindo acerca de seus ganhos e perdas na vida. Afinal, são fases que a autora, assim como todos passam, e  que talvez seja uma constante, o que têm, levando para questões pessoais,  me levado a alçar meus próprios voos, rasantes ou não. 

No texto "Oração por mim e por você"Nane apresenta de maneira sublime seus anseios a si e aos que leem; desejos, expectativas de sucesso e de  descanso, além de estimas por amarmos e sermos amados, tocando o coração daqueles que leem.



Sobre "estar quarentando", reflexões próprias da escritora nos levam a uma análise do tempo, o que pode ser de cada um, ou do tempo de todos em comum, as nossas prioridades...

Belos textos que realçam as mais variadas rotinas diárias femininas nos apreendem em Enquanto eu Escrevia....

Os traços que seu uso das palavras compõem  realçam a beleza da mulher em seus diversos aspectos: jovem, esposa, mãe, senhora, dona de casa, autônoma, frágil, forte, independente...
... seus traços acentuam certa feminilidade!


"Ela é sorridente e leve. Aprendeu, finalmente, a não dar importância demasiada ao que os outros pensam. Decidiu que agora usa seu melhor vestido para ir ao açougue. "
A simplicidade com que Nane P. Feliciano descreve as suas rotinas nas crônicas envolvem o leitor com certa facilidade. Sua docilidade enquanto mulher, enquanto  escritora...
... sua docilidade enquanto mãe!

A cada caso contado, crônicas de sua e, quem sabe, de tantas outras vidas,  alheias ou próximas, a escritora nos mostra, sutilmente, alegremente, que dá para sermos felizes.

Seus traços nos são leves, nos proporcionam uma leitura rápida e prazerosa. 
Conseguimos nos encontrar em seus escritos e fluirmos a cada página, sem a percepção de que o tempo voa por entre as páginas de sua obra.
E nas disciplinas da vida,  Nane nos oferece uma forma suave de percebê-la. 


  • * Será que "quarentar" também me contagia? ;)


E nas suas doces esquisitices, nos apresenta o "seu eu", que podem se configurar como "nossos eus", porque esquisitices, quem não as tem? Muitas vezes só não há a coragem por aceitá-las, e quem sabe revelá-las. E nesse ínterim, conseguimos até mesmo achar  graça em alguns de seus textos.

Nos infere reflexões interiorizadas, como por exemplo o fato de  termos um "lado B" (será que você tem?).

Quem me conhece sabe que, nesse período de um ano diante do Café , dentre minhas tantas prioridades, uma é mor: o bom uso das palavras. E Nane faz com perfeição! Conseguiu me tocar no mais profundo do meu ser quando traz toques que até mesmo ouso arriscar dizer de práticas que me deixaram saudosistas, mas num ótimo sentido!

Traz situações corriqueiras do cotidiano, singulares ou a dois, questões familiares, nos propondo refletir ao nos identificarmos e pensarmos se estamos agindo da forma correta, ou se estamos errando. E se estamos, qual o propósito (errar não seria um ato humano?)

Um livro repleto de belas crônicas que nos inferem a pensamentos diversos e adversos, opiniões sobre a influência das mídias sociais em nosso dia a dia, fala de amor, nos provoca sensibilidade…
"Ando com uma certa saudadezinha da liberdade do choro e da tristeza, sabe?"
É simplesmente isso que a  primeira obra que recebi da parceria com a Scortecci Editora nos traz!
Espero que, junto dessa bela obra publicada pela editora e de Nane, possamos ter conseguido lhes atingir positivamente de alguma maneira!
Convido-lhes a me acompanharem, que com certeza ainda tem muito mais por vir desse lindo trabalho conjunto por  aqui no, cafecomleitura.com, bem como nas demais redes sociais do Café, com Scortecci Editora e, por que não, com Nane P. Feliciano e tantos outros talentos!

Beijos literários!

Sobre a autora

Publicitária, empreendedora, mãe, cozinheira e detentora de beijos mágicos que curam dodóis. 
Esses e outros adjetivos definem essa paulistana de 40 anos que nos diverte e emociona enquanto escreve suas crônicas.
Autora do blog Nane Prosa e também produtora de conteúdo para a internet e algumas revistas, Nane, que já nos deliciava com seus textos no site O Segredo, compartilha agora em seu livro, uma série de aventuras e impressões sobre o cotidiano. Aventuras essas que poderiam ser minhas ou suas. 

Impossível não se identificar e emocionar com as crônicas deliciosas desse livro!



16 comentários

  1. Ah que indicação boa! Eu adoro crônicas! E pela forma como você fez a resenha ficou claro o quanto gostou do livro. E as citações ao longo do texto me deixaram com ainda mais vontade de ler. Essas crônicas que retratam o cotidiano de forma que a gente se identifique e se veja nelas, me encantam. Adorei!

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  2. Esse livro é lindo! Amei a capa ❤ Mais um que entrou para a minha ENORME wishlist! ❤❤❤❤

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  3. Cativante! Cada pequeno destaque colocado nesse post é lindo! Fiquei muito interessado na obra que parece de muito bom gosto. Admiro profundamente pessoas que conseguem manter a ternura nos dias de hoje.

    Abraço :)

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    1. Não é verdade!? Talvez tenha sido isso que me cativou desde que o livro chegou até a conclusão da leitura! Abraços!

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  4. Eu adoro crônicas... é um dos meus gêneros favoritos. E sua resenha me chamou a atenção por um tema que aprecia "os quarenta". É uma marca interessante. Que eu aprecio. Escrevi uma crônica há algum tempo. Quando comecei o Catarina... quase quarenta. Foi uma das mais lidas até hojeUma brincadeira com o meu tempo e o tempo dos outros.
    Anotei o título aqui para uma leitura de verão, já que antes disso será impossível.

    Ps. Meu verão será em julho. rs

    bacio

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    1. Sabe que o termo "quarentar", usado por nane me chamou a atenção no livro?! Tenho usado direto! Rsrsr! Super indico!
      Bjs

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  5. Não tenho o costume de ler crônicas! Preciso sair do comodismo. Dica anotada!
    Abraços

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  6. Faz tanto tempo que não leio um livro de crônicas! Parece ser realmente um tesouro pela quantidade de elogios que você colocou no post <3 amo autores que conseguem passar essa sensibilidade tão grande através da escrita. É fantástico!

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    1. Simmm! A Nane de fato me transmitiu algo muito bom em sua escrita! Vale a pena!Bjs

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  7. Que encanto! O estilo crônicas é um dos meus preferidos e a resenha foi tão deliciosamente terna que me fez viajar no conteúdo do livro! Há muita beleza no cotidiano, pelo que parece a autora usou de grande sensibilidade para descrever em suas delicadas crônicas fatos do dia a dia. Ah eu também amava A Ilha Perdida, li e reli esse livro várias vezes quando criança! Adorava a coleção Vagalume ❤

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    1. Olá! Como vai, Paty!? Nane realmente me cativou e seu livro eu super indico! Eu o recebi através da parceria com a Editora Scortecci e gostei tanto que muito me atraiu a ideia de manter contato com a autora, que parece ser alguém muito sensível! Pura luz! Recomendo o livro! Bjs

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  8. Gosto demais de ler crônicas. Esse livro parece sensibilizar muito o leitor, parece ser uma leitura bem gostosa e reflexiva em determinados momentos. Anotei a dica na minha lista de desejados.

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    1. Que bom, Gustavo! É mesmo um livro muito gostoso de se ler! Abraços!

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