BLOGAGEM COLETIVA: LIVRO PROIBIDO


Olá, pessoal! Como estão?
Como vocês sabem, desde meados de 2018 eu faço parte de um grupo de interação entre blogueiros delicioso no Facebook, o Interative-se.

Frequentemente a Lunna Guedes, administradora do grupo, nos propõe lá alguns temas muito bacanas para trabalharmos em nossos blogs.
Muitas vezes são temas mais simples aos olhos de cada um, outras vezes mais desafiadores. Como é o tema dessa semana da Blogagem Coletiva: Livro Proibido.




Entretanto, aqui estão algumas considerações de alguém que apenas leu e analisou pontos e concluiu que tais obras talvez seriam consideradas proibidas em ocasiões de repressão, mas nada contra as histórias! ;)

Com o intuito de gerar conhecimento, a história do surgimento dos primeiros livros vem de muito longe.
Das pedras ou tábuas de argila, aos cilindros de folhas de papiro, os khartés, aos pergaminhos.
A impressão, na Idade Média, contribuiu muito para a difusão dos livros como meios de propagação do conhecimento.
Ao longo dos anos e décadas,  foram ganhando cada vez mais importância no cenário cultural mundial. Simboliza geração de informação, entretenimento, gera emoções...




Mas como, por que alguns livros foram e ainda são considerados proibidos ?
Eu cheguei a pesquisar, confesso, sobre essa abordagem na literatura, as censuras e até mesmo onde se enquadraria essa classificação, tanto nacionalmente quanto mundialmente.  
Pessoalmente, vejo como questões culturais, de épocas distintas, de posições sociais, crenças, valores e até mesmo intelectuais.




Particularmente falando,  proibições ou qualquer tipo de censura sugerem certo poderio. Vejam bem:

Na Antiguidade, Maquiavel, Galileu, Kepler, Descartes, Voltaire, Victor Hugo, Jean-Paul Sartre foram alguns dos autores, pensadores e cientistas que tiveram suas obras impossibilitadas de serem reproduzidas. Esses e outros autores foram incluídos no Index Librorum Prohibitorum, da Igreja Católica, a maior e mais influente lista de livros considerados proibidos da História. 
Na ocasião, leitores que ousassem a busca por acesso a tais obras, caso descobertos,  corriam o risco de serem julgados pelos tribunais da inquisição como hereges. No caso dos autores, sofreriam pena ainda mais grave, como foi o caso de Giordano Bruno, que fora executado na fogueira no ano de 1600.
Nessa época, leitores e autores de mais de quatro mil títulos foram perseguidos por irem de encontro com tais interdições literárias.





Já no século XX, mais exatamente em 10 de maio de 1933, ocorreu o marco relacionado ao auge da perseguição nazista aos intelectuais. Em diversas cidades alemãs, os livros considerados divergentes ao regime foram queimados em praça pública.
Tal fato aproximou-se da ficção por meio da obra A Menina que Roubava Livros, que gerou filme e foi publicado  pela Editora Intrínseca.




Trazendo a questão da proibição no que refere-se à literatura para um período ainda mais próximo à nossa vivência, temos a época da ditadura militar no Brasil, quando escritores tiveram seus livros impedidos de serem vendidos. A censura proibiu, processou e recolheu das livrarias cerca de duzentos títulos nacionais sob o argumento “da moral e dos bons costumes”. Livros com ilustrações de Pablo Picasso, por exemplo, foram retirados das prateleiras das livrarias.
Dentre tais obras, está Feliz Ano Novo, do escritor Rubem Fonseca, publicado pela Editora Companhia das Letras.

Partindo para realidades ainda mais próximas do nosso cotidiano, podemos citar os livros lidos pelas juventudes mais atuais, e muitas vezes por nós mesmos. São os casos das obras de ficção que envolvam magia, como é a série de romances de fantasia da escritora britânica J.K.Rowling. Nas suas histórias sobre Harry Potter, a escritora narra as aventuras de um jovem que aos 11 anos descobre ser bruxo, sendo convidado a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.




Dando continuidade a essa linha, podemos ainda nos recordar de como fez e ainda fazem sucesso as histórias de vampiros, o que vem de longos tempos, e que até hoje ainda são por alguns criticados. 
Assim como as aventuras do jovem bruxo, para alguns, a crítica vem devido ao tipo de literatura. No entanto para outros, também por questões religiosas. 
Das mais recentes da literatura e do cinema, dá para nos lembrarmos da Saga Crepúsculo, da escritora Stephenie Meyer, que foram publicados aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. 


Dá ainda para se fazer menção aos mangás histórias em quadrinhos japonesas em que sua leitura é feita de trás para frente. Ao saírem do papel e partirem para a televisão, são chamados de animes.
Os mangás tiveram origem por meio do Oricom Shohatsu (Teatro das Sombras), que no período feudal passava pelos vilarejos contando lendas através de fantoches.
Atualmente, dos diversos, um dos que mais chamam a atenção e o interesse dos leitores amantes é o Death Note, um caderno que possui poderes macabros e que a pessoa que tem seu nome escrito nele morre. Esse é um dos mangás mais aclamados pelo público leitor. Devido à forma como a história segue, com Ryuk, Deus da Morte, além das histórias sinistras de criminalidade, para alguns, já pelo nome, sugeriria-se ser um livro proibido na atualidade.




Nota-se que todas essas obras literárias mencionadas, relacionadas à magias, vampiros e mortes, de uma certa maneira são censuradas por alguns no que refere-se à religiosidade, que mais uma vez entra no mérito da questão. 

Avaliando pela história, mas ainda por todo amor pela leitura e também pela escrita, digo que proibir, censurar objeto gerador de conhecimento, informação e que possa nos propiciar sairmos da nossa zona de conforto intelectual e nos levar a reflexões acerca de tantos assuntos, sem contar o fato de nos trazer alegria, esquecimento de sofrimentos e de um mundo às vezes ainda tão rústico e cruel da porta para fora de nossas casas...
... Uau! Chega a ser entristecedor!

Tentei, enquanto pesquisava, me transportar para todas essas situações que coloquei no post e me imaginar vivendo em tais épocas e tempos repressores. 

Fiquei apavorada, infeliz e ao mesmo tempo grata, por saber que, mesmo tendo algumas dificuldades nos tempos atuais (muitas, aliás!), e barreiras a serem quebradas  com relação a leituras e temas bordados nas histórias, contudo, de certa maneira, possuímos uma certa "liberdade" a ser declarada por nossas opiniões, gostos e inferências.

Como disse, há muito o que se superar, com certeza há, porém conseguimos nos permitir e ao menos tentarmos propagar nosso amor pelos livros, independente de olhares de reprovação, ou condutas proibitórias. 

Hoje em dia, em posts como esses podemos, sem medo de opressão,  falar dos nossos amores literários, coisa que em tempos nem tão distintas assim não nos seria possível! 
Isso me deixa um pouco aliviada! 

E então, gostaram da Blogagem Coletiva desse mês! 
Para mim foi um desafio e tanto, mas me sinto com a missão cumprida! 
Espero que tenham curtido assim como eu!

Acompanhem as redes sociais do Café com Leitura Blog!
Beijos Literários!




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Particiantes:

Gustavo    Fernanda   Ale Helga   Lunna Guedes

2 comentários

  1. Curioso como culturas diferentes interferem tanto numa sociedade, né? Nunca imaginaria que nenhum dos livros/mangás citados seriam proibidos em algum lugar.

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  2. É verdade! Sabe, eu amei participar dessa proposta literária com o Interative-se! Me instruiu muito! Tão bom te ver por aqui!
    Beijos!

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