01/2019: KRYSTALLO - JORNADA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS


"Os olhos de Gray brilhavam feito estrelas. Ela tinha esquecido tudo ao seu redor e apenas o Krystallo importava."

Olá! Dia lindo e propício a mais uma resenha em um ano que está apenas começando! Hoje vamos para uma bela distopia, com o autor Raphael Fraemam e "Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras".



Título Original: Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras

Autor: Raphael Fraemam

Ano: 2018

Páginas: 390

Formato: digital
Sinopse:

As duas maiores potências de Emperon travam uma guerra secular para garantir o controle dos cristais de energia. Foi por causa de um atentado em Econ que Tomé Stalmer começou a suspeitar da verdade que o governo apregoava. E é no dia de seu aniversário que Gray Frost é forçada a deixar Opus, o seu lar. As jornadas para além das fronteiras narram uma história de piratas e soldados de elite, inteligência e mistério, confiança e tragédia. Cada um luta para sobreviver ao mesmo tempo em que busca compreender os segredos por trás dos acontecimentos que mudaram o curso da História.




Uma guerra é travada por anos no reino de Emperon. Econ e Opus continuam a batalha. O foco, que perdura, causando dor, mortes e o desaparecimento de diversas civilizações, são os "Krystallos", cristais de energia que atraem a cobiça dos governantes.

Em Econ, conhecemos Tomé Stalmer, jovem que tinha uma visão diferenciada sobre tudo que cresceu vendo e vivendo, além de constantemente refletir sobre as coisas que presenciava. 
Certo dia, na volta para casa, Tomé assiste a algo que marcaria a sua vida intensamente.
Após presenciar de perto uma tragédia envolvendo os mais altos andares de Babel, o maior prédio do país, começou a concentrar  suas análises no fato que havia acontecido. 
Assim, passou a desconfiar de todas as posturas tomadas pelo governo. Não mais estudava, concentrando-se em ao menos tentar compreender o que havia ocorrido. Quando não ficava assistindo às cenas que sem intenção acabara filmando, vez ou outra sentava próximo ao prédio e o fitava por um longo tempo.
Até então, passou a observar fatos estranhos, aparentemente sem sentido.

  • Mas será que tudo isso estaria relacionado?



Em Opus, conhecemos Gray Frost, uma jovem que não tinha o pretexto de seguir carreira militar, como onde vive são "incentivados". Gray era diferente. Ela queria ser pesquisadora, e seguir a carreira científica.
Em contrapartida, em seu país escrever por lazer era  algo proibido, o que lhe impossibilitaria, já que adorava livros, bem como estar na biblioteca.

A partir daí, observa-se uma dualidade em seus pensamentos, já que tinha opinião favorável a Tito Loste, um ditador na sua nação. Ela seguia os ensinamentos de sua família, que aparentemente vivia em um conformismo natural daqueles que acreditavam estar tudo bem, embora vivessem, mesmo sem perceberem, em um sistema ditatorial.
Os gostos de Gray, como o de valorizar o conhecimento, iam de encontro com as propostas do governo, que apresentava ao seu povo uma aparente tranquilidade, trazendo-lhes certa sensação de estabilidade.


"Ela não entendia a razão de tanta rigidez por parte do governo, mas sabia que eles só queriam o melhor para o povo".

Em seu aniversário de 16 anos ganhara de seus pais um lindo pingente em formato de coruja, cujos olhos tinham pedrinhas, ametistas.
Numa data tão especial para a moça e seus entes, eles vêm seu destino mudar.

  • O que teria causado o desaparecimento de Gray Foster?



Em princípio, o leitor tem uma breve noção dos  confrontos entre Econ e Opus, potências que fazem propagandas de serem locais que possibilitam progresso e futuro, entretanto, o oposto é identificado: retrocesso, passado, regime ditatorial.
De forma um tanto mascarada, o discurso dos governantes  passa ao seu povo a ideia de trabalho, oportunidades e educação.  Era o que pregavam. Esse sistema estava enraizado na mente da população por muito tempo.

Vidas diferentes, em situações e locais adversos, Tomé Stalmer, de Econ, e Gray Foster, de Opus, viveram histórias magníficas  e ao mesmo tempo apavorantes para dois adolescentes. Mas tiraram para si um vasto aprendizado, de sobrevivência, coisa que eram impedidos em ambos os lugares  que viviam pelos segredos e regimes proibitórios.
Analisando ambas as situações, o que pode-se concluir é que a relação desses dois adolescentes parecia cada vez mais íntima, pois estavam tão distantes um do outro, mas ao mesmo tempo, tão próximos.

O autor nos apresenta  tradições familiares e vertentes diferenciadas. Consegue-se verificar um pouco do que cada população, de cada país, sabe e crê sobre seus opositores.
De ambos os lados, misteriosamente, esses jovens desaparecem do convívio de seus familiares e amigos. 
A narrativa, por um longo período, dá-se em torno de suas aventuras e lutas por persistirem vivos e propagarem as verdades que acabam por descobrirem.

Gray Frost é pouco mais velha que Tomé Stalmer. 
Eles se veem obrigados a amadurecerem através de tudo que vivem.
Começam a compreender melhor as verdades sobre seus países com versões exteriores a tudo que cresceram ouvindo.

O leitor, por alguns capítulos, detém-se primordialmente a esse enlace, bem como quais seriam os caminhos, as soluções dadas e tomadas por cada um.


" 'Eu queria ter tido a escolha', refletia a cada meia hora. Enquanto se lamentava, apertava com toda sua força o pingente de coruja com olhos de ametista que ganhara dos pais. Gray se agarrava ao objeto como se fosse o último elo de ligação material com sua família".

Observa-se ainda que, em dado momento da trama, personagens ressurgem com força, como Ricardo Stalmer, irmão de Tomé. A partir dele, ainda em Econ, começam a ganhar destaque: Marian, amiga de faculdade de Ricardo e que passa a ter um papel fundamental na queda do governo de Econ junto dele, além do professor acadêmico dos dois, o Professor Hatzman.

Já em Opus, começamos a conhecer um pouco mais de Jorge e sua namorada Maggi, que teve uma participação brilhante no auxílio ao desvendar das articulações desse império, além de acompanhar, inicialmente, o drama dos Frost.

Essas histórias de vida se cruzam em um bem comum, e em meio a muitas descobertas, surge a chamada "Ordem do Dragão".

  • O que afinal seria essa "Ordem"?
  • Quais seriam seus objetivos?
  • Que relação poderia ter a "Ordem do Dragão" com os desaparecimentos de Gray e Tomé?


Mas se vocês pensam que as aventuras de "Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras", de Raphael Fraemam resumem-se apenas numa distopia com drones, hipogrifos, animais gigantescos, piratas, sereias e grandes missões entre o mar e o deserto, enganam-se!
Afinal, em meio a tudo isso, os ledores também encontram histórias de amor! Simmmmm!💗💗💗
"Teve vontade de chorar, mas conseguiu se controlar e concentrar suas energias no beijo mais incrível de sua vida. Ele foi pego de surpresa, não sabia que havia alguma possibilidade de ser correspondido e, pela primeira vez depois de muito tempo, conseguiu se sentir feliz".

Sobre a escrita do autor, a impressão que se tem é que vai amadurecendo e também familiarizando-se com cada personagem, cada ação e cada novo detalhe da trama.

Ao concluir da história, podem-se notar finais entrelaçados, conexões e surpresas que propõem a quem lê uma narrativa repleta de boas trajetórias, que aliás vão se arrematando  muito bem.

Consegui ainda observar que alguns plot twists foram surgindo e que, para nos levar ao universo de "Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras", o escritor provavelmente nos provoca a reflexões com temas instigantes, como as questões governamentais,   regimes político-partidários, autoritarismo, ditadura de regras, bem como a relação do povo com a sua responsabilidade enquanto cidadãos.

Outra coisa que consegui observar e valorizei bastante foi que Raphael Fraemam , mesmo em uma história com 390 páginas, e 38 capítulos, consegue nos apresentar um final a cada personagem de destaque, o que muitas vezes sentimos faltas em finas de tramas.

"Nunca esqueceria a sua jornada para voltar para casa e todas as coisas que aprendeu no caminho. sabia também do que mais sentiria falta desse novo mundo".


Sobre o autor


Raphael Fraemam tem 25 anos, mora em Recife-PE, é advogado, mestre em Direito Civil e professor universitário. Aos oito anos, escreveu seu primeiro livro literário, Os Guerreiros da Floresta e a Caverna da Liberdade, e foi o escritor mais jovem da Feira Internacional do Livro de Pernambuco no ano de 2001. Tem artigos acadêmicos publicados em revistas jurídicas e em livros coletivos. Em 2015, organizou uma obra coletiva de Direito Civil, Reflexões do Direito Civil. Seguindo um antigo desejo, retornou para a literatura quando, em 2018, terminou Krystallo - Jornadas para além das fronteiras.


E aí, meu povo, o que acharam? Uma super história que convido vocês a estarem se aventurando!

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Espero que tenham gostado! Aguardem que vem mais de Raphael Fraemam e "Krystallo - Jornadas Para Além das Fronteiras" por aí!

Beijos literários!







2 comentários

  1. Amei a resenha! O que mais gosta nos livros de fantasia é como possuem tantos detalhes e universos tão ricos. Nunca canso de me surpreender com o gênero! Adorei o fato de envolver sereias. São seres místicos que me atraem muito.

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  2. Que bom que gostou! Fico feliz com cada retorno!Eu também adoro histórias fantásticas e essa me cativou! Beijocas! Volte sempre!

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