Menu

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Bate-papo com o Autor Marcos Gallão

Olá, pessoal! A semana que passou foi intensa e linda com o projeto Semana Adote um Autor Nacional e a divulgação do livro "Manu, Ela", do autor Marcos Gallão. Gratificante!

E lembram-se que havia dito à vocês que a história não acabava por ali? Pois hoje voltamos com o quadro Bate-papo com o Autor. E ninguém melhor do que Marcos Gallão para chegar ao Café com Leitura Blog para um delicioso bate-papo! Então, cheguem mais!








Você poderia nos contar um pouquinho sobre a sua história de vida?

Filho caçula, cresci com duas irmãs mais velhas e meus pais. Nasci e vivi em São Paulo até meus 15 anos, após isso passei minha adolescência no interior morando em um sítio com meus pais. Aos 18 anos voltei para minha cidade, em que vivi até meus 26 anos e enfim me mudei para Milão, na Itália, onde vivo hoje. Sempre trabalhei com administração e vaguei por várias áreas acadêmicas sem nunca me encontrar de fato. Hoje trabalhando com a escrita me sinto ótimo.

Como surgiu em você o dom literário?

Não acredito em dom. Eu sempre gostei de contar histórias, sou muito comunicativo e isso faz parte da minha personalidade. Quando a oportunidade de escrever “Manu, ela” apareceu, eu estudei muito sobre técnicas de escrita para que pudesse encaixar um dos meus prazeres com essa profissão maravilhosa. Por isso não acredito em dons. Creio que se você que está lendo isso agora tem vontade de fazer algo, misture sua vontade com sua capacidade de aprender sobre aquilo e tenho certeza que vai ser capaz de produzir algo maravilhoso.

Hoje temos no mercado diversos novos gêneros literários. O livro "Manu, ela" enquadra-se no formato "LGBTQ". Você pode explicar para nossos leitores o que seria o gênero "LGBTQ" na literatura?

Em minha opinião“LGBTQ”, não deveria ser considerado um gênero. Explico: não temos uma etiqueta para os livros com protagonistas heterossexuais. São somente: Romances, Dramas, Fantasias e etc... A sexualidade dos personagens não deveriam ser exploradas como gênero.
Mas devido a necessidade da militância para conquistar direitos e visibilidade, entendo e abraço esse gênero. O “gênero LGBTQ” traz aos leitores histórias que podem fazer parte de qualquer outro gênero literário, porém com personagens que façam parte dessa comunidade. E o principal motivo para que eles existam nos livros é realmente simples e bonito. Pessoas "LGBTQ" existem fora dos livros também e querem ler histórias onde possam se conectar ainda mais com os personagens. Eu luto por essa conexão e por essa representatividade.

E o livro, "Manu, ela"? De onde veio tanta inspiração?

O livro “Manu, ela” surgiu de uma brincadeira com uma amiga. Ela me propôs um desafio sobre criação de personagens – não criar uma personagem que correspondesse com minha realidade. Foi assim que nasceu Anna e toda sua história. Diferente do autor, Anna possui somente 15 anos e ainda está descobrindo quem ela pode ser e as aventuras de um primeiro amor.

Quem é Anna Beth? E a Manu? Como vc as descreveria?

Anna é a representação de todo adolescente que não se explora, não se entende e também que reprime toda sua vontade de viver por medo, mas ainda assim muito curiosa.  Manu é a representação de tudo que toda adolescente gostaria de ser, resolvida, desprendida de preconceitos e cheia de atitude.


Os personagens do livro teriam, de alguma forma, algo relacionado à sua história de vida? Se sim, poderia nos contar?


Com certeza! Todos os personagens do meu livro carregam um pedaço de mim. Para construir todos os personagens usei todas as histórias que já vivi e principalmente que ouvi de todas as pessoas que já conheci durante minha vida.
Não posso contar, seria um grande spoiler!

Também gosto muito de escrever, e  sei que é muito difícil buscar um rumo, talvez até acertar no caminho que queremos chegar para atingir o público. Em que você pensou para delinear a história? Teve alguma inspiração específica?

Essa talvez seja a pergunta mais difícil para eu responder. Como eu disse, o livro começou por uma brincadeira e quando fui desafiado por essa amiga a criar uma personagem, parece que Anna e toda sua história já existia dentro da minha mente. Escrevi as 15 primeiras páginas em pouquíssimo tempo. O único desafio foi encontrar as palavras para contar essa história da melhor maneira possível.
                                                                                      
Seu livro será lançado na Livraria Cultura, em São Paulo no dia 26/9, não é isso?

Isso mesmo! Estarei presente na Livraria Cultura ( CONJUNTO NACIONAL - Av. Paulista, 2.073 - Consolação, São Paulo – SP) das 19hr as 21hr30.
Espero que todos os leitores que estão em São Paulo possam ir.

Então, quais são seus próximos projetos? Já teria algo novo em mente?

Já estou trabalhando em mais dois livros, mas isso conto depois do lançamento de “Manu, ela”.

Você é brasileiro, mas mora na Itália. O que o levou a lançar seu livro aqui no Brasil e não aí?  Podemos então considerá-lo, aqui no Brasil, na categoria de autores nacionais?

Eu escrevi meu livro enquanto estava morando no Brasil, meu livro foi escrito em português e as emoções colocadas nele foram em nosso idioma. Também quero trazer representatividade para o Brasil. Sempre, desde pequeno, procurei muito por personagens LGBTQ em filmes, novelas, livros e histórias e poder contribuir com isso hoje me traz muita alegria. Eu sou sim um autor nacional, com muito orgulho<3.


O livro "Manu, ela" com certeza tem uma mensagem a passar. Que mensagem você gostaria de passar ao seu público?


Quero passar ao público que todo mundo vive um primeiro amor e que não importa se você faz parte da comunidade LGBTQ ou não, essa sempre será uma fase confusa, porém linda. Que todos nós podemos tomar o controle de nossas vidas, que todos temos problemas com nossas famílias e amigos mas que sempre vamos amadurecer o bastante para lidarmos com isso.






Gente, que lindeza de pessoa ao utilizar as palavras para expressar suas emoções! Que conversa proveitosa!
E quanto à vocês, gostaram do bate-papo? Como o autor nos instruiu e contou coisas interessantes, não é verdade?

Se quiserem conhecer mais do  Projeto Semana adote um Autor Nacional, cliquem no link que tem muitas informações bacanas sobre o ideal da proposta!

E se quiserem ler a resenha do livro  "Manu, Ela", tem link disponível também! 

Dêem suas contribuições aqui! E sigam as redes sociais do Café com Leitura blog!
É maravilhoso estar com vocês no "Café"!
Beijos literários!

domingo, 26 de agosto de 2018

Resenha 15: "Manu,Ela"


Olá, bookworms! Hoje o post para mim é especial! 

Em 1° de junho deste ano eu recebi da blogueira Andy, do @booksandcandies o convite para participar do projeto de leitura do livro "Manu, Ela", do autor brasileiro Marcos Gallão . Eu aceitei e ela logo me colocou em contato ele. Conversamos, me interessei pela proposta da obra e comecei a participar. 

Ao ler o livro em julho, fiquei tão encantada que lhe propus trabalharmos com a divulgação da obra no Semana Adote um Autor Nacional, projeto que já apresentei à vocês aqui em outra oportunidade. Assim, durante toda a semana trabalhamos com materiais que norteassem um belo trabalho de apresentação da obra para vocês, queridos leitores.






Desta forma, hoje convido vocês a conhecerem mais um pouco de "Manu, Ela" através da resenha que preparei com carinho!


Sinopse



Em uma idade de mudanças de paradigmas em sua vida, ela se sente sozinha: só quer escutar seus CDs e comer seus chocolates. Tudo parece inalteradamente chato, até que ela reencontra Manu: uma amiga de infância que havia trocado de colégio. Junto com Manuela, vêm grandes descobertas, uma abertura de possibilidades, uma troca de expectativas e até, quem sabe, um primeiro e grande amor.
O livro de Marcos Gallão é um clássico romance de formação com um sabor agridoce. Com os dramas da adolescência de quem cresceu nos anos 2000, a protagonista nos leva a descobrir os diversos sabores dos relacionamentos, onde as barreiras da amizade e do amor se dividem e se encontram em um mix da revolução e da lembrança, ainda presente, de antigos preconceitos.

O livro apresenta a temática LGBTQ+ para jovens de todas as idades, que encaram a vida com sensibilidade e empatia.









Título Original: Manu, Ela
Autor: Marcos Gallão
Editora: Autografia
Páginas: 193
Ano: 2018









Anna Beth é uma menina de 15 anos que vive com seus pais, como em qualquer família comum. Seu irmão está na faculdade e ela, talvez pela idade, ainda encontre-se cheia de dúvidas...

... dúvidas sobre a escola, sobre o que vestir, sobre sua cor preferida, dúvidas sobre seus pais...

... dúvidas sobre a vida...

Mas Anna tem um vício saboroso: CHOCOLATE!

Gosta de música, adora CDs, de admirar as artes das suas capas, e não se interessa muito por redes sociais.

Anna Beth tem dificuldades com amizades, não se reconhece nas preferências das meninas de sua  idade na escola, e  acaba se sentindo deixada de lado. Até que um dia, na estação de metrô, sua melhor amiga de infância a reencontra: Manuela

Manu havia estudado com Anna Beth na infância, tendo de sair da escola para estudar em uma escola pública , o que as afastou por seis anos.

Diferente de Anna Beth, "Manu" é espontânea, consegue deixar a amiga sem jeito de forma prazerosa. Enquanto Anna gosta de música e de chocolates, Manu gosta de maquiagens.

O reencontro das duas havia sido tão bonito, tão mágico, que Anna passou a olhar as pessoas à sua volta com outros olhos, olhos mais coloridos, sem tantas dúvidas e algumas tristezas.






A trama aborda com carinho e cuidado os questionamentos dessa fase da vida por meio do dia a dia de Anna Beth, a protagonista. Aborda as indecisões, a sexualidade, amizades, questões familiares...

Apontamentos e desapontamentos sob o olhar de uma menina de 15 anos. Descobertas, transformações, hormônios, cheiros, café, chocolate, amizades, família, amor...

... RESPEITO!


Como o próprio autor descreve, um "romance agridoce", jovial, sublime e que te faz se encantar com Anna Beth, Manuela e seus amigos.

O autor Marcos Gallão soube muito bem abordar essa fase da vida tão delicada que é a adolescência, com as incertezas e inseguranças, além da curiosidade de cada personagem, bem como as vivências familiares, o que nos aproxima ainda mais da história, querendo ler o quanto antes possível e não querer que a história se acabe. 

O autor nos traz ainda uma narrativa leve, com vocabulário tranquilo e uma leitura fácil, não pesando nos detalhes e trazendo tranquilidade ao ledor na hora de ler.






Na forma como nos apresenta a temática LGBTQ+, tema em alta, mas que muitos não conseguem alcançar uma boa abordagem, Marcos Gallão nos oferece sua obra com leveza e sutileza.


Sobre o autor



O paulista Gallão, nascido em 15 de junho de 1989, mora atualmente em Milão e se aventurou por diversas áreas acadêmicas e profissionais até encontrar um de seus grandes amores, a escrita. Ex-estudante de publicidade, administração, Nutrição e Turismo, Marcos também trabalhou 10 anos com administração e como tatuador. Agora, com 29 anos se dedica à escrita. “Manu, ela” é seu primeiro livro.





Redes sociais do autor:

https://www.instagram.com/gallaomarcos/

https://www.instagram.com/livro_manuela/


Para compra do livro "Manu, Ela", que está em fase de pré-lançamento, vocês também podem acessar os seguintes links:


http://www.autografia.com.br/loja/pre-venda-manu,-ela---os-livros-serao-entregues-na-primeira-semana-de-setembro/detalhes

https://www.livrariacultura.com.br/loja/livraria-cultura-conjunto-nacional-2000003/evento/lancamento-do-livro-manu-ela-de-marcos-gallao-6015363


O lançamento do livro "Manu, Ela", de Marcos Gallão, acontecerá em 26 de setembro deste ano na Livraria Cultura. 

E aí, gente? O que acharam das premissas sobre a linda história de Anna Beth e Manuela sob os olhares do Café com Leitura Blog? Espero que tenha conseguido cativar ainda mais vocês, leitores, nessa aventura adolescente!

Aguardo aqui o carinho e a opinião de vocês, que com certeza será importantíssima não só para o meu trabalho, mas também para o trabalho do autor. Para isso, sigam as redes sociais do "Café" e de Marcos Gallão também!

Mas não pensem que acabou, pois teremos mais de Marcos Gallão e sua "Manu, Ela" a qualquer momento aqui no "Café"! Aguardem!

Abraços literários!









terça-feira, 21 de agosto de 2018

Resenha 14: Sagrada Maldade - Caçada aos Multiplicadores

Olá, cafeinados! Prontos a embarcarem em uma aventura digna de um filme de ação?!
Pois é o que pretendo apresentar à vocês, leitores, na resenha de hoje!






Título Original: Sagrada Maldade - Caçada aos Multiplicadores

Autor: Rodrigo dos Santos Domingues

Ano: 2016

Páginas: 391







Sinopse

Em 1975, num pobre vilarejo da Etiópia, dois misteriosos homens recrutam um jovem para uma enigmática e ambiciosa experiência. Porém, algo sai errado, e o resultado desse experimento é o maior vírus da história da humanidade. Quase quarenta anos depois, em Los Angeles, o passado ainda cobra seu preço, e três vidas  serão colocadas numa jornada de vingança, redenção e justiça, onde a colisão parece ser inevitável.
Essa trajetória de impacto começa quando um homem procura pelo jornalista Kevin Giuliani, e oferece-lhe a matéria de sua vida. Vendo-se tentado pela oferta, o jovem repórter coloca-se nessa intrigante rota ao decidir investigar a trama por trás de brutais assassinatos que vêm ocorrendo não apenas na Cidade dos Anjos, mas em vários outros locais da América nos últimos meses. No entanto, antes de trazer à luz uma surpreendente revelação, ele mesmo se torna mais uma vítima de uma caçada mortal, motivada por ganância, preconceito e ódio.
Ao descobrir a morte do irmão, um impetuoso agente do FBI inicia uma investigação que o levará a uma trilha de horror, sangue e mortes, onde o presente pode estar diretamente conectado ao passado numa trama marcada por perdas profundas e danos irreparáveis, na qual mistério, amores e loucura se entrelaçam na atormentada caçada aos multiplicadores, a quem um poderoso homem definiu como seres execráveis que roubam os bens mais preciosos de uma pessoa.






Na década de 70, o jovem etíope Jamal Alomar é escolhido dentre os seus para uma experiência que marcara radicalmente toda a sua vida e que conduzirá cada acontecimento na narrativa da obra.

Anos se passaram, e em 2012 o fluxo da história volta-se para Kevin Giuliani, repórter e irmão gêmeo do destemido policial do FBI, Bryan Giuliani

Kevin, que vai de encontro com o que ele julga ser  o furo jornalístico da sua carreira, obtém em suas mãos um envelope contendo um dossiê completo que desvendaria um mistério  que seria um dos pontos-chave da trama. Com esses documentos em mãos, acaba sendo brutalmente assassinado.

A partir de mais essa fatalidade, Bryan cria em si uma ânsia implacável por desvendar não apenas o assassinato de Kevin, mas ainda outros que vão se associando à grandiosa investigação que ele, mesmo estando afastado do caso, busca tentar solucionar com o apoio de seu irmão e melhor amigo Jerry , também policial,  e de Sharon, psicóloga, ambos seus parceiros do FBI.

Sharon é apaixonada por Bryan, embora não seja retribuída, já que, além de perder seu irmão, o policial também sofrera com a morte de sua noiva, Susan Fletcher , que foi encontrada morta na casa do casal. 

Muito habilidosa  e capacitada em compreender a mente humana, Sharon é respeitada entre seus colegas e tem o aval de seu chefe, Robert, para entrar ainda mais fundo nas investigações. Assim, observa que a linha de assassinatos seguia sempre um mesmo padrão. Será que estariam lidando com um serial killer?

Movido por um incrível desejo de vingança, em uma implacável busca por pistas, Bryan incansavelmente começa a aproximar-se de informações que aos poucos os levam cada vez mais perto da infortunada morte de seu irmão, chegando a George Banks, ex-general do exército americano e senador. 

Banks é um homem poderoso, respeitável e acima de qualquer suspeita que arquitetou um grande plano, muito bem articulado, apoiado por Evan e uma tropa de mercenários, um grupo de militares treinados. Toda essa articulação com o intuito de vingar a morte de sua filha Jessica, o que se tornaria uma verdadeira caçada ao que ele considera "multiplicadores" de uma praga que afetaria a humanidade, onde um outro personagem, Hakim, também delineia um importante e ativo papel nesta incansável perseguição e luta por justiça.

Nesta "caçada aos multiplicadores", é válido ressaltar que o autor aborda dois assuntos importantíssimos vividos na sociedade, e que durante a leitura do livro fará com que o leitor reflita acerca das situações ali mencionadas.

O autor Rodrigo Domingues nos proporciona uma trama envolvente, astuta e com personagens ativos na história, nos possibilitando ao longo da leitura assimilar o enredo à filmes de  suspense e ação americanos muito bem traçados.

Em  Sagrada Maldade - Caçada aos Multiplicadores o ledor consegue notar que as "pontas" sobre as histórias de cada personagem se unem, formando uma espécie de fio, como se todos esses extremos estivessem intrinsecamente ligados.
Com o desenrolar da narrativa, o leitor tem ainda a possibilidade de associar-se aos fatos de maneira que note que há uma perfeita conexão entre os acontecimentos.

De acordo com o autor Rodrigo Domingues, o segundo livro, continuidade da obra, deve ser lançado nos próximos meses.

A obra Sagrada Maldade - Caçada aos Multiplicadores, de Rodrigo Domingues pode ser adquirida através da amazon.com.br.

E aí, o que acharam? Curiosos pela continuidade? Para mais informações, busquem os links abaixo, em que o "Café" lhes apresenta meios de comunicarem-se ao autor Rodrigo Domingues.

Aproveitem também para seguirem e acompanharem as redes sociais do café com Leitura Blog.

Até!


Sobre o autor:


Rodrigo Domingues, nascido em Porto Alegre em dezembro de 1977, é um Gaúcho de personalidade forte e, como todo bom Gaúcho, adora um bom debate, e um bom churrasco, é claro. Embora adore ler, nunca imaginou torna-ser escritor, nem mesmo ao ganhar um prêmio literário de escola pública, ainda na infância.
Até então, escrevia apenas textos despretensiosos de humor na internet. A inspiração para sua obra de estreia veio ao assistir um filme, que mesmo tendo uma trama completamente diferente de Sagrada Maldade, acendeu-lhe a centelha da criatividade, dando-lhe a ambição de escrever uma obra literária séria, que será composta por outros três livros. É formado em Administração e pós-graduado em Gestão de Pessoas. Reside em Porto Alegre com sua esposa Ana Cristina.











sábado, 4 de agosto de 2018

Resenha 13: Notre-Dame : Uma Cruz no Coração

Olá! A noite de hoje é especial! Como sabem,  é dia de resenha aqui no blog. 
E então, vamos conhecer um pouco sobre o livro "Notre-Dame: Uma Cruz no Coração", da autora Carolina Beatriz?

Me acompanhem!







Título Original: Notre-Dame: Uma Cruz no Coração

Autor: Carolina Beatriz

Ano: 2018

Páginas: 213








Sinopse:






Toda a história inicia por um embate que envolve a Catedral de Notre-Dame  e um conflito: desavenças familiares  que se arrastam e perduram por muitos anos entre os Cross e os Moon.

Fato é que Frei Lionel, responsável pela Catedral, recebe uma excelente proposta dos Cross, família de bela linhagem na cidade, e de Christopher Paris, homem de posses e que carrega, como podem ver, "Paris" em seu próprio nome. Tal oferta seria para comemoração do aniversário de Elena Cross, evento que pararia a cidade. Esse "aluguel" da Catedral tinha não somente o intuito de celebração de mais um aniversário da moça, mas a comemoração do noivado do casal, mesmo esta tentando, ao longo dos anos, adiar ao máximo a ocasião.

Não que Elena não gostasse de Christopher Paris, mas pelo fato de a protagonista demonstrar ao longo da trama obter outras prioridades, ou talvez não ser ele o seu amor... (tal conclusão, deixo para vocês ao lerem a obra!)






Mesmo estando no século XXI, Christopher Paris, homem belo, rico e já por volta dos seus quarenta e poucos anos, decide manter a tradição de pedir a mão de Elena a seus pais quando completara quinze anos. Os pais, mesmo tendo alegrado-se com a proposta, deixaram tal decisão ao encargo da filha. Seu pai na época, mesmo sendo de acordo com o enlace caso a filha concordasse, somente pediu que ela antes estudasse e que completasse uma graduação, o que lhe propiciou ganhar tempo, já que não era de seu interesse casar-se com "Paris".

Para a sua festa, houvera um baile de máscaras.  E ninguém menos que Reign Moon, menino que sofreu com possível maldição, segundo lendas da cidade, e que vive enclausurado em uma das torres, compareceu à festa, por sugestão de Frei Lionel. Ainda que usando uma máscara, todos que o reconheceram no local chocaram-se, alguns inclusive indignaram-se com a presença do rapaz, que até mesmo dançou com Elena...

Ora, o que se sabe é que ambos não se conheciam, apenas ouviam falarem de um e de outro, e, sem motivo aparente senão pelas desestruturas de gerações, já não se gostavam, por tradição das famílias.

Entretanto, naquela noite, algo de diferente parece ter acontecido, pois em meio ao badalar dos sinos, uma certa magia tornou aquela dança  um acontecimento sublime.



  • Teria aquele encontro, aquela dança com breves sorrisos e trocas de palavras entre os desconhecidos, se transformado em algo mais? Teria tornado-se um possível afeto?

Para deixar claro à vocês, Reign Moon, o Filho da Lua, foi levado ao topo da Catedral como uma forma de "proteger-se" de uma maldição que sua família sofrera.  Esta maldição precisava ser quebrada, de modo a libertá-las.

Elena, esta é a primeira mulher a nascer na casa dos Cross em anos. A moça sempre sentiu conforto e tranquilidade na Torre da Catedral, "dialogando"  com seres inanimados e, ao mesmo tempo, apreciando a paisagem, que lhe induzia leveza.

  • Seria isso um bom presságio? Ou uma simples coincidência?

Por entre a dança, olhares e sorrisos, uma tragédia acontece...

...muitos são os suspeitos envolvidos na história...

...há conspiração dos fatos...

...e Reign é incriminado, começando a investigar a desgraça que assola a vida dos Cross e que, realmente como uma maldição, transtorna a si e aos seus.






De uma belíssima narrativa, a autora inicia a sua história nos situando, de forma conceituada, sobre  detalhes  da Catedral de Notre-Dame.

Nos convida a sermos atentos, pois em sua história, Carolina Beatriz, nos orienta sobre um romance com toque de fantasia e contemporaneidade, e norteia o leitor com um enredo que também traz suspense e revelações.

A fantasia é associada a histórias e boatos de que gárgulas, quimeras e pontos turísticos da Cidade Luz tomam vida e perambulam pela localidade durante a noite, voltando à sua forma antes de o sol raiar. (Será?!)

Embora eu tenha gostado muito da criatividade da autora, não posso dizer à vocês que, em princípio, achei a leitura de fácil entendimento. Para ser sincera, demorei um pouco a sentir o "feeling" da narrativa. Porém, quando comecei a perceber a proposta de cada detalhe de sua escrita, me fascinei, porque mesmo havendo a dificuldade de entendimento, no início, a sua forma de escrever e de contar a trama já havia conseguido me envolver pelo que costumo mencionar aqui sempre: Carolina Beatriz, na humilde opinião do Café com Leitura Blog, conseguiu  fazer um ótimo uso das palavras!

À medida que me enlaçava ainda mais com a vivência das personagens, lembrava-me de dois clássicos famosos: A Bela e a Fera (lendo entenderão à que estou me referindo!), e Romeu e Julieta, pelas questões de família.

Outro fator que me encantou na obra foi o epílogo, pois seu relato é poético!

Ainda sobre a escrita do livro, que pode ser encontrado em formato físico e digital.
Devo elogiar intensamente àqueles profissionais que fizeram as revisões, pois sinceramente, achei  a escrita perfeita!

Para encerrar, deixo aqui algumas reflexões a respeito de possíveis continuidades, já que é este o sabor que a autora nos deixa ao final:


  • Nesse romance épico, seria Reign libertado de tal maldição, entregando-se ao amor?;
  • E Elena? Será que a moça rende-se a um possível sentimento que começaria a surgir dentro de si?;
  • Será a Lua testemunha de novas tramas e paixões?

Isto saberemos no volume dois da série, "Notre-Dame: Um Beijo da Lua",  que sairá ainda este ano!






Só para lembrar a vocês, Carolina Beatriz já esteve presente aqui no "Café", no "Bate-papo com o Autor" , onde pudemos nos deliciar com uma conversa maravilhosa com ela.

Além disso, a obra "Notre-Dame: Uma Cruz no Coração", é o primeiro livro mencionado no Projeto Queremos Livros Nacionais, e por isto estou aqui o apresentando à vocês, como também uma forma de cumprir minha meta na proposta, embora eu precise confessar o quanto me deliciei com a história.

Espero que tenham gostado!


Sobre a autora:

Carolina Beatriz é uma paulistana de vinte e poucos anos, apaixonada por um bom livro — de todos os tipos, cores e sabores —, cinema (principalmente animações!), teatro, Arte, sorvete, algodão-doce, batata frita e salto alto.

É formada na área das artes gráficas e tem se aventurado por aqui e por ali, também em moda e justamente com sapatos. 

Ama viajar, conhecer novas culturas e expandir os horizontes, tanto pessoalmente quanto do sofá de casa ou em qualquer cantinho silencioso que a permita embarcar em jornadas fantásticas.

Seu primeiro romance, TOWARDS TOMORROW — ORIGENS,  foi escrito em meados de 2015 e publicado de forma independente pela Amazon em 2017.


Fonte: http://carolinabeatriz.com







quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Bate-papo com o autor Viktor Bellafont

Olá, leitores! Hoje venho aqui proporcionar à vocês mais um delicioso "Bate-papo com o Autor"!

Alguns autores parceiros do Café com Leitura já passaram por aqui, e hoje não seria diferente!

Há poucos meses atrás o @cafe_com_leitura firmou parceria com essa pessoa super estimada e atenciosa, além de talentosa!

No mês de julho, ele foi o autor "adotado" por nós na edição de aniversário da Semana Adote um Autor Nacional, que aliás  tem um lindo post aqui no blog sobre essa bonita proposta em apoio aos autores nacionais.

Ainda não sabem de quem estou falando? Então, preparem-se! Arrastem a cadeira e peguem uma xícara de café para acompanharem a entrevista com o autor Viktor Bellafont!








Vamos acompanhar?!



Quem é Viktor Bellafont?Como você se descreveria ?


 Viktor Bellafont é um escritor determinado e focado que acredita que histórias têm o poder de mudar e transformar a vida das pessoas.


Você se define escritor de algum gênero literário em específico? Por quê?


Acredito que Fantasia e Romance são os dois nichos que mais gosto de escrever. Também gosto de combinar ambos em uma só narrativa.
Desde sempre foi o tipo de história que me atraiu, e assim, comecei a me dedicar à elas.


Além de contos, você já escreveu outros gêneros literários? 
Se sim, pode nos contar como foi ou tem sido essa experiência?


Já escrevi um romance de fantasia de 500 páginas, nunca publicado, e também um drama familiar de 200 páginas. Além de um livro infantil sobre mulas sem cabeça.
Prefiro contos pois eles são mais rápidos tanto de escrever quanto de ler.


Vejo em suas redes sociais a natureza à sua volta enquanto escreve. 
Seria daí que viria tanta inspiração para a escrita de contos?


Com certeza. Tenho uma ligação forte com a natureza e gosto de incluí-la em minhas obras frequentemente. Sempre que posso estou em contato com ela. Viktor Bellafont sem a natureza é um escritor sem alma.


 E como foi que você se assumiu um escritor de fato?


Na verdade, me senti escritor quando comecei a postar meus contos na Amazon. Ou seja, esse ano, em 2018.


Qual foi a primeira história que você redigiu? 
Você chegou a publicá-la? Gostou do que escreveu, ou mudaria algo?


Minha primeira história foi quando tinha 13 anos e era de super-heróis, um grupo chamado Liga Mirim. Eu era bem novo, e quando terminei as 60 páginas, para mim aquilo era enorme. Foi meu primeiro livro e não mudaria nada, apenas o fato que a excluí. :(


      O Café com Leitura conheceu suas obras no Instagram e, consequentemente, na Amazon.  Além dos contos que nos apresenta lá, há outro meio, ou mídia social em que podemos conhecer outras obras suas?


Infelizmente não. A Amazon é o lugar número 1 para compartilhar minhas histórias com vocês.


Na edição de aniversário do Projeto “Semana Adote um Autor Nacional”, no mês de julho, o Café com Leitura presenteou os leitores te “adotando” enquanto escritor e com a apresentação de sua obra “A Queda de Aurora”. Para você, como foi essa repercussão?


Foi uma das melhores. Eternamente grato. Senti que o Café com Leitura realmente ajuda o autor a ficar mais perto de leitores em potencial. Recebi muito carinho. Realmente senti que sou parte de algo maior.


Você tem, atualmente, expectativas para novos projetos literários? 
Teria alguma novidade para nos contar?


Estou escrevendo a série Conto da Sacerdotisa que já está em seu quarto volume. Espero completá-la logo. Até o fim do ano talvez saia mais duas séries.
Além disso, estou criando um canal no Youtube para que meus leitores saibam mais sobre meu dia a dia e como crio minhas histórias.


Ao redigir seus textos, qual a sua intencionalidade com relação aos leitores?


Dar um entretenimento de qualidade. E se possível, passar alguma mensagem importante. Amizade. Confiança. Esperança.


Você tem alguma mensagem, ou conselho para aqueles que desejam escrever, assim como você? O que diria aos seus leitores?


Se cerque daquilo que tem a ver com você. Desde acessórios de roupas, à decoração, estilo de vida, ou mentores. Quanto mais você é autêntico e respeita a sua natureza, mais fácil é escrever e fazer aquilo que gosta.

Escrever é apenas uma extensão de si mesmo.


Nossa, eu amei esse bate-papo! 
E vocês, o que acharam das respostas do autor? 
Para mim foram realmente inspiradoras! Quantas revelações autênticas! E que mensagem linda nos deixou!

Só tenho que agradecer ao carinho do autor Viktor Bellafont, que lindamente nos cedeu um tempinho do seu momento criativo para estar aqui no Café com Leitura!

Para falar a verdade, a inspiração por trazer aqui autores nacionais para conversas me tem sido uma experiência riquíssima!

Espero que também estejam gostando!

E por falar nisso, já conhecem o instagram do autor? Se sim, parabéns! E se não, não percam tempo! É só acessar o @viktor_bellafont para navegarem por muitos conteúdos lindíssimos! 
Podem aproveitar ainda para acessarem as redes sociais do "Café", o que acham? Será sempre um prazer por recebê-los em cada uma delas!
E não se esqueçam que sábado é dia de resenha, ok?
Até!