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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha 10: Canção da Mulher que Virou Barco

Olá, leitores! Para começarmos a semana com o pé direito, trago aqui um lindo livro da Editora InMediares, parceira do Café com Leitura. 
Venho apresentar-lhes a resenha do livro Canção da Mulher que Virou Barco, de Iracema Macedo, e que foi publicado pela editora. 
No @cafe_com_leitura e na fan page do "Café" já estive apresentando a vocês um pouco, só para dar um gostinho, mas nada melhor do que conhecer mais a fundo essa belíssima escrita da autora, obra essa que tive o prazer de ler, até mesmo pelo fato de ser amante de boa poesia.
Vamos conhecer um pouco mais do livro?









Título OriginalCanção da Mulher que Virou Barco
Autor: Iracema Macedo
Editora: InMediares
Páginas: 153









Sinopse:






Livro voltado, de forma poética, para a mulher e suas aparentes inquietudes, seus aparentes sonhos, dúvidas, anseios e receios, suas maneiras inertes e ao mesmo instante dinâmicas de amar...


... e seus diferentes amores ...




Com sutileza, Iracema Macedo nos inclina a analisar a resistência e a força da mulher e seus encantos através das suas palavras.

Retrata os deuses e a sensualidade feminina em sua forma mais plena de amar, de ser amada, e de como essa mulher espera por seu amor...

Em poemas como "Lira de Eurídice", "Homero", "Idílio" e "Dionísio diante de Apolo", Iracema Macedo apresenta ao leitor uma poesia relacionada à mitologia, nos oferece uma relação de puro amor entre a mulher , a música, sentimentos adversos, versos sedução e beleza.




Ao iniciar a leitura, o ledor vai, aos poucos, se achegando à autora por entre seus poemas. É como se a cada verso, a cada estrofe,  a cada página, quem os lê consiga enxergar quem realmente vem a ser Iracema Macedo.

Em seus versos, a escritora aborda descobertas. Mostra com sensualidade e feminismos o cobrir e o descobrir dessa mulher, jovem, ou de meia idade; experiente ou inocente, o que é o amor em meio à dança das palavras.

Envolta nesse universo, em "A Menina Fantasma do Internato", Iracema Macedo mostra a doçura e o encanto de uma menina que só quer em seu "...corpo de vento subir e descer escadas, brincar no jardim...", e ter a escola só para si, alheia à cobranças e  as inquietudes no espaço de fora da escola.

No poema que dá nome ao livro, a poeta faz alusões à água, e às tormentas de um mar revolto, associando essas possíveis intempéries a detalhes do íntimo feminino. Menciona em seus versos e estrofes uma força que vem de dentro da alma feminil, força esta que a faz resistir firmemente a tantas lutas, tantas opressões, que lhe traz coragem a persistir, mesmo quando muitas vezes a ti há a impressão de uma tempestade incessante, de uma batalha árdua a enfrentar.



Em contrapartida, assim como nos poemas da autora, na vida encontramos força, pois por entre as diversas "Lauras", "Beatrizes", "Elizabeths", "Penélopes" e "Luísas", o leitor consegue desvendar mulheres insaciáveis, saudosas de seus amores ou paixões.

Ao brincar com a escolha certa das palavras e com a leveza de seus sons, a escritora nos convida a "navegar" por entre mocinhas e bruxas, mulheres vividas e donzelas.
Nos traz de maneira muitas das vezes pura e ao mesmo tempo firme,  a percepção de que todos temos dois lados, duas formas de sermos e de agirmos. Somos por vezes feras,  e conseguimos enxergar diversas esferas, o que é perceptível em poemas como "Ao pé do muro" e em "A terra e o fogo", por exemplo.



Ainda há de se mencionar que Iracema Macedo muito bem faz menção à força versus a fragilidade da mulher, bem como dotes de superação que são realçados em alguns poemas como "Lance de Dardos", "As Vestes" e "Zila".




Uma leitura fácil, fluida e que nos traz sensação de paz ao nos sentirmos tão próximos quanto a escritora da natureza que tão bem retrata em alguns de seus versos, cheios dos mais diversos sentimentos, como em "Idílio" , em que insere o mais puro amor na relação entre um casal e suas escritas.

Um toque de liberdade, crenças e descrenças, mitologia, do resplandecer do universo, certezas, dúvidas... 
... sentimentos e sensações que transbordam aos amantes da mais pura poesia no livro Canção da Mulher que Virou Barco, de Iracema Macedo.


Aos amantes de uma boa poesia, de palavras bem escritas, muito bem usadas, Canção da Mulher que Virou Barco nos convida a perceber e aliviar-se, pois ela ainda existe! 

Graças a autores com Iracema Macedo, que desvencilham-se e rompem com a barreira do que hoje é considerado como uma leitura, para muitos, piegas, para outros de difícil interpretação ( o que é uma pena!).

Aos amantes de uma boa leitura,  aos que valorizam a força, a luta e a garra feminina, em suas mais diversas vertentes, Iracema Macedo nos promete com essa leitura adentrarmos por seu olhar, nos incidindo a acreditar que sim, dá para mesclar poesias e sensualidade, sem vulgaridade, valorizando a feminilidade com as palavras.





Iracema Macedo é professora  e poeta.  Com graduação e mestrado em filosofia,  defendeu seu doutorado com a tese "Nietzsche, Wagner e a época trágica dos gregos".  Nascida em Natal,  viveu em Ouro Preto,  e atualmente é professora no Instituto Federal Fluminense, IFF, no estado do Rio de Janeiro. Entre seus livros, destacam-se: Lance de dardos (2000) e Invenção de Eurídice (2004), Poemas inéditos e outros escolhidos (2010), Cidade Submersa(2015).



Proposta linda, não acham?
Já conheciam a autora Iracema Macedo e suas obras? 
O que acham de iniciarmos reflexões acerca de questões do papel da mulher na sociedade? Aqui no blog temos um texto incrível sobre o assunto! 
Fiquem atentos que esse assunto com frequência será abordado aqui no Café com Leitura, ok?
Até mais!