Menu

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Resenha 09: Doidinhos por Viver


Olá, leitores! Tudo bem? 

No mês de maio firmei parceria com a autora Maria G. Liberal, que convidou-me a resenhar a sua obra que em breve seria lançada, e claro, topei! Um belo dia, no meu trabalho, chega uma encomenda de Portugal. Fiquei muito feliz, mas não havia percebido que era o seu livro, e belo livro! Até que li, como mencionei no Instagram, uma linda dedicatória, que para sempre guardarei em meu coração:




Creio que por essa frase vocês já podem ter uma prévia do que é o livro Doidinhos por Viver, não acham?
Então, vamos à resenha!










Título Original: Doidinhos por Viver
Autor: Maria G. Liberal
Editora: Chiado
Páginas: 156

A obra Doidinhos por Viver, de Maria G. Liberal, é  subdivida em dezesseis capítulos e o epílogo, onde a autora retrata o hospital, seu ambiente de trabalho, por meio de uma série de crônicas. Nesta, vai de situações rotineiras  às mais diversas, percorrendo por dilemas engraçados, alguns, de certa forma, polêmicos, outros que nos levam a reflexões...

...mas todos os fatos ali retratados pela autora a mim parecem ter um único propósito apenas: o de passar ao ledor uma mensagem positiva, de que vale a pena acreditar na vida!

E esse desejo, obscuro ou reluzente, compreensivo aos olhos de quem vive tais tipos de situações ou não, deve ser respeitado, creditado na conta daquele que crê na vida, na obstinação, seja esta ilusória ou fato, de que a receita por uma vida melhor, sem dores, pode estar, muitas vezes sim associada ao consolo em medicamentos, porém, na esperança de que a nós cabe uma atitude em prol do que de melhor, em nosso conceito, podemos nos oferecer.

Atrelada ao psique, a autora aborda de forma breve e, com isso de fácil leitura, por entre os mais diversos atores sociais, seus comportamentos, ações, relatos e alguns segredos do corpo e até da alma. 

Doses dos mais avessos sentimentos de familiares e pacientes, atitudes (in)compreendidas de ambos destacam-se por entre os corredores do hospital em suas mais antônimas admissões, confissões, alegrias e dores... 

Em seu quotidiano, Maria G. Liberal em seu livro Doidinhos por Viver relata, de maneiras muito bem selecionadas, vivências e casos de ocorrências hospitalares em que, com aparente intuito proposital, nos transferem as mais diversas situações: algumas vezes de vida...

outras de morte...

Mas, segundo suas conclusões, 


  • qual seria o " caminho do paraíso "? 
  • Há de fato um meio de se alcançar a glória tão almejada em vida num pós morte?
  • Até onde vai nosso anseio, ou nosso receio, ou nosso respeito pela vida e pela morte?

Estes são questionamentos que fiz e que sei que o leitor da obra poderá se fazer em meio a leitura de cada crônica apresentada pela escritora em seu livro.

Muitas vezes, ao folhearmos um livro, há em nós uma certa esperança por contos, romances e/ou gêneros literários que fogem à nossa realidade social, emocional, financeira e até mesmo factual  ao qual pertencemos.

Entretanto, esta obra em específico nos apresenta crônicas, leituras da vida, situações acessíveis a acontecimentos bem próximos às nossas vivências, pois tratam sim de contos e romances, mas da vida real, aproximando o ledor à crença de que há sim a possibilidade de busca pela vida, pois enquanto há expectativa, haverá, mesmo que ínfima, esperança. E se há esperança, há vida...

Enfim, pode-se notar que, dentre a sua vasta experiência na área da saúde, a autora consegue passar-nos belas mensagens em prol da vida, do bem estar em nosso dia a dia.

Em toda a leitura e análise do livro busquei uma dinâmica comparativa  ao que as pessoas vivem em seu dia a dia enquanto doentes, muitas vezes sem expectativas. Contudo, uma das partes que considerei mais estimulantes refere-se ao trecho da obra intitulado como "Talvez seja Fácil Afinal", nas páginas 148 e parte da 149.


"A vida transcende o sentimento de posse por ela quando nos escapa entre os dedos como água fresca. Teremos de mergulhar saciar a sede, deixar-nos fluir. Sentir que somos flores e chuva, sol, terra. [...] Abrir a janela e saltar, correr pelo mundo prado verde e belo. Sôfregos, queremos tê-lo."



Através da leitura fluida do livro, o leitor consegue captar uma bela mensagem de felicidade e de existência do possível, já que, segundo suas reflexões, "existir é relacionar-se, afetar e ser afetado pelos outros... pelas circunstâncias". (página 151)





Como uma espécie de conselho, Maria G.Liberal nos convida a percorrer por sua bela  obra Doidinhos por Viver, fugaz como a vida e a morte, serena como esta pode ser com felicidade: 



"Ser feliz está aí ao alcance de todos, porém, para os que amam a utilidade, valor e peso de todas coisas, saibam que a felicidade escapa a quaisquer medições. Pode tomar cores do arco-íris, variar com as formas e aromas da natureza, mas não tem valor nenhum..."


Com escrita de cunho poético e inteligente, indagações frequentes nos são instigadas  nas crônicas da escritora, permitindo-nos, por intermédio de sua vasta experiência profissional, uma melhor visão do que pode ser a vida.






Sobre a autora


Maria G. Liberal é natural e residente no distrito de Aveiro, licenciada em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica pela escola superior de enfermagem de Coimbra.
Pós-Graduada em supervisão pela Universidade de Aveiro. Colaboradora em Escolas Superiores de Enfermagem na área de supervisão clínica, autora de poesia, crônicas e artigos acadêmicos da especialidade.
Exercício profissional de enfermagem em hospitais na região de Vouga.
Terapeuta cognitivo-comportamental quis deixar neste livro uma visão informal de inquietudes atuais.


Gostaram? Espero que sim, pois eu tive um enorme prazer em realizar a resenha desse belíssimo livro!
Acrescentaria alguma coisa, tiraria...Dê sua opinião! Ela é muito importante!
Aproveitem para seguir as redes sociais do café com leitura Blog!
Até a próxima em breve!


Doidinhos por Viver está disponível  em : martinsfontespaulista.com.br