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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Bate-papo com a autora Carolina Beatriz

Olá, meus queridos! O post de hoje é mais um gostoso "Bate-papo com Autor"Sabem, preciso confessar que estou amando essas oportunidades!

Hoje, a conversa é com a autora Carolina Beatriz, escritora homenageada na primeira edição do lindo trabalho que apresentei à vocês nesta semana, o Projeto Queremos Livros Nacionais que, como mencionei, estou felicíssima em participar.

A Carolina é uma linda, e por intermédio do projeto, pude conhecer a sua obra,  “Notre-Dame: uma cruz no coração” , que na semana que vem com certeza será apresentada à vocês de maneira mais detalhada por meio de resenha, ok?

Então, vamos à entrevista!









Como você descreveria a autora Carolina Beatriz?


Vish! Já começamos com uma pergunta difícil...! Eu acho – note o “acho” na frase hahaha – que a descreveria como uma sonhadora, uma viajante.


Como se descobriu como escritora?


Sempre gostei de escrever, desde pequena. Participava de concursos de frases e de pequenas histórias, fosse na época de Natal ou Dia das Crianças (para ganhar algum ursinho ou outro mimo), fosse no colégio e para participar das antologias dos alunos. Ser “escritora” é algo que está, ao meu ver, ao alcance de qualquer um que se predisponha a. Basta querer e, literalmente, escrever, pôr as ideias no papel – em um poema, uma crônica, um romance, uma frase que seja.


De onde vêm suas inspirações para escrever suas obras?


Outra pergunta difícil! E uma que minha família vive me fazendo...
A vida, o mundo ao meu redor, as pessoas que passam por mim... Posso responder isso com honestidade?
Eu vivo no Mundo da Lua e sonhando acordada. Estudei animação, então acho que não é para menos... Mas às vezes estou conversando com alguém, noto um detalhe na roupa – um botão que seja – e, quando dou por mim, já estou conversando com um personagem trajando a peça. Inclusive esse é um exemplo recente, de um romance no qual estou trabalhando.
Sendo bem sincera, as fontes de inspiração são múltiplas e geralmente as ideias acabam sendo lapidadas de noite, em sonhos. Aí é só arrumar um tempinho e transferi-las para o papel.


Qual foi a primeira história que redigiu? Você chegou a publicá-la? E como você a analisaria hoje? Gostou do que escreveu, ou mudaria algo?


A primeira história eu honestamente não me lembro. Provavelmente foi algum conto ou crônica para uma antologia do colégio. Mas eu me recordo, sim, de textos publicados no auge dos meus sete, oito anos e eu os analiso com carinho, certa nostalgia. Tudo é uma questão de contexto, então são produções literárias condizentes com a criança que as escreveu. Mas é bem legal reler esses textos e se ver os escrevendo e até analisando – no que é que eu estava pensando?, ou o que foi que me inspirou a escrever isso?
Já em termos de romances, “TowardsTomorrow– Origens” foi o primeiro que escrevi, mas mesmo assim comecei de trás para a frente e por um conto que figurará no terceiro volume da série (acho). Até hoje eu pego o livro para ler/reler e penso que “isso poderia ser diferente, essa frase estaria melhor se fosse assim... por que eu não dividi esse parágrafo?” Aí eu respiro fundo e digo para mim mesma que, de um modo ou de outro, eu estou feliz com o trabalho e que ele tem um certo charme por ter sido o primeiríssimo dessa nova empreitada.


Você escreve utilizando-se de apenas um gênero literário em específico? Qual(is)?


Em termos de gênero literário, por enquanto sim. Gosto de romances de fantasia enviesados para o sobrenatural, muito embora tente sair do lugar-comum dos vampiros e lobisomens. Já em termos de estrutura narrativa e recursos, não. Cada série minha tem um... tom diferente, acho que posso colocar assim, e muitas pessoas vêm me dizer que não pensariam se tratar da mesma autora. Uma vez perguntei para alguém do meio se isso era bom, já que não cria uma identidade, e ouvi um “maravilhoso!” tão entusiasmado como resposta, que fiquei feliz.


Como você costuma organizar suas ideias, suas escritas...?


É tudo uma questão de tempo e oportunidade. Se eu estiver dispondo de tempo, faço um rascunho rápido no computador. O problema é que eu me empolgo e começo a escrever diálogos e descrições de cena, então muitas vezes tenho que me dizer que “é só um rascunho”. Se eu estiver na correria do dia a dia, faço um mindmaponde e quando der – em um guardanapo, uma folha de caderno, etc.


Quais as suas expectativas para seus projetos literários? Teria alguma novidade para nos contar?


Escrevo puramente por hobby e só decidi tirar meus escritos da gaveta devido ao incentivo – fervoroso – da minha prima mais nova, então não sei se tenho grandes expectativas, pelo menos no que diz respeito ao mundo editorial. Vou “aonde o vento me levar”... Claro que é sempre uma alegria quando alguém lê algo que eu escrevi e ainda por cima tira uns minutinhos do dia para vir me dizer, então acho que conseguir mais e novos leitores não deixa de ser, sim, um objetivo.
Em termos de novidades... vejamos... Eu tenho a intenção de publicar mais dois romances ainda esse ano.
HIC ET NUNC – PEN PALS vai contar os acontecimentos do primeiro volume de “TowardsTomorrow” na voz da Plia e do Dominic, mas não é bem o mesmo livro e sim um... prequel. Vamos ver como as meninas chegaram a NYC e também quem era o playboy que acabou sob a asa do irmão mais velho. Além, é claro, de brincar com a prerrogativa de que a Plia encontrou o Dominic Keller muito antes da amiga, Ayura, tomar conhecimento sobre o Adam. Ah! E esse livro explica o nome do meu ig e das redes sociais – my pen pal rocks! (a culpa é da Plia...!)
NOTRE-DAME: UM BEIJO DA LUA, por outro lado, retoma de onde o primeiro volume da trilogia se encerrou e mostrará Elena e Reign tendo que lidar com o fardo do descobrimento de seus respectivos segredos e também com Paris – cidade e senhor.
Também tenho mais dois romances engatilhados e quero finalizá-los logo, quem sabe para o começo do ano que vem. Serão edições únicas para variar um pouco. Qualquer hora dessas revelo as capas – eu sempre começo desenhando elas e os títulos, antes mesmo de escrever; é mais forte do que eu.


Você está participando da primeira edição do projeto “Queremos Livros Nacionais”, ao qual o Café com Leitura Blog está participando. Como você recebeu a notícia de que seria a autora a ser homenageada? E como está sendo esta experiência? 


Foi uma loucura! Eu vi o projeto justamente no @cafe_com_leitura, adorei a ideia e entrei em contato com você, a Ana Claudia, tanto para parabenizá-la pela iniciativa, quanto para perguntar se eu poderia participar. Aí você logo me colocou em contato com a Karine, do @ciadeescrita, para quem enviei as sinopses dos primeiros volumes das minhas duas séries (TowardsTomorrow e Notre-Dame). Ela me respondeu que adorou e que ambas figurariam no projeto. Aí foi engraçado... Alguns dias depois ela me mandou uma mensagem perguntando qual app eu uso para montar meus posts e eu disse “nenhum... uso Photoshop, pois sou designer”. Perguntei se ela queria alguma ajuda específica e foi quando soube que “Notre-Dame: uma cruz no coração” havia sido escolhido para ser a primeiríssima leitura do projeto! Levei uns dias para acreditar... e aí vi o grupo ir crescendo e todos vocês postando... Está sendo indescritivelmente maravilhoso! Só tenho a agradecer!


Notre Dame, volume I, é o livro que está sendo divulgado no projeto. Ele, assim como suas outras obras, são vendidos no formato digital apenas, ou também encontramos nas livrarias no formato físico?


Ambos! No formato digital você as encontra na Amazon. E eu tenho as edições físicas para venda direta. Colocar na livraria é um pouco mais complicado, pois eu não quis recorrer àvanitypress/vanitypublisher, e assim não tenho um selo editoral. E livrarias de bairro estão cada vez mais escassas... Mas tudo ao seu tempo!
Outra coisa legal é que até o fim do ano pretendo lançar as obras em inglês também, primeiro no formato digital.


Quando escreve, tem como intenção transmitir-nos alguma mensagem?


Hum... Eu acho que “a imaginação não tem limites” e “seja você mesmo” são sempre boas premissas, mas eu sempre insiro algumas reflexões mais e menos óbvias na trama e na voz de minhas personagens. Tudo depende do momento.


Para aqueles que desejam escrever, assim como você, teria alguma dica ou algum conselho para dar?


Escreva. Escreva e escreva para você. Aceite críticas e sugestões de pessoas construtivas e não se abale por aqueles que só querem espezinhar o trabalho alheio. Tenha em mente qual o tipo de texto que você quer assinar e, se possível, evite se vender ao lugar-comum sob a desculpa de que “é o que o público quer”. Sim, isso é verdade, mas, sim, a novidade sempre chega para destituir o comodismo e ela pode ser você.





Gente! Quanta coisa bacana a Carol nos disse aqui! Quanta novidade, quanta informação bonita! Quantas curiosidades sobre essa jovem autora que creio que, assim como eu, muitos de vocês também não conheciam! Quanto carinho!

Eu só tenho que agradecer, em meu nome e em nome de vocês, leitores, que com certeza adoraram esse bate-papo gostoso aqui no "Café"!



Só para lembrar, na próxima semana a autora estará novamente aqui no blog e no @cafe_com_leitura, além dos igblogs literários participantes do Projeto Queremos Livros Nacionais através da resenha do livro  “Notre-Dame: uma cruz no coração” , e com certeza vou torcer por muito mais oportunidades de recebê-la nas redes sociais do Café com Leitura Blog, já que ela mesma nos revelou aqui tantos projetos, não é verdade?



Espero que tenham gostado do nosso bate-papo de hoje! A gente vai se falando por aí!!!
Grande beijo!!