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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Resenha 06: A Vida é Uma Tarde de Chuva

                 RESENHA: A Vida é Uma Tarde de Chuva





Título Original:  A Vida é Uma Tarde de Chuva

Autores: Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves

Ano: 2017


Editora: PenDragon


Páginas: 196











Não tem como não se encantar com a história de Glenn e Valiante

Seria um casal ou apenas uma dupla dinâmica? Fato é que a protagonista conhece Valiante à beira da estrada quando pega uma carona com esse simpático e tão conversado viajante e, de forma inesperada, acabam parando em Desídia, vilarejo até então pacato onde  a trama acontecerá e os dois serão responsáveis por movimentar e trazer uma certa dinâmica ao local, visto que desde a chegada desses personagens, muita coisa nova começa a surgir, além de um desejo por mudanças que começaria a crescer dentro de alguns e, quem sabe, até a incomodar a outros...

Glenn é uma moça que vivenciou tantos acontecimentos na vida que, sozinha no mundo após a morte de sua Tia Mirtes, percebe-se perdida entre as suas vivências familiares passadas. Nessa sua nova jornada sabe que algo de novo, um sentido por assim dizer, precisa e deseja encontrar. Mas o que realmente encontrar? Como se ajustar?

Entre tantos acasos, a personagem vê a necessidade de tornar-se uma mulher forte, o que, à medida em que perpassa por entre esse humilde vilarejo cheio de mistérios, outros personagens com características peculiares vão se acomodando à trama, deixando-a ainda mais criativa e expressiva aos olhos do ledor. Com uma intensa convivência e com os olhos reluzentes à concretização de um projeto inovador ao local, aos poucos é induzida a se (re) conhecer, e a se (re) encontrar em seu próprio "EU", o que também pode lhe oferecer um inimigo.






A Vida é Uma Tarde de Chuva é um livro com expressividade, pois, por meio de palavras-chaves, mistérios, romance e fantasia, traz ao leitor um certo resgate de subjetividade, e o leva, até mesmo em algumas ocasiões da história, a refletir sobre o sentido da sua existência, já que Glenn, junto de Valiante, o convida o tempo todo a uma "aventura literária", entretanto com uma boa dose de ludicidade, trazendo de certa forma à tona assuntos que, sob o aspecto psicológico, o conduz à descoberta de sentimentos íntimos, através de metáforas muito bem utilizadas e, mesmo em meio à fantasia, o traz à relação com o mundo real por meio da arte.



 Lorenza  escreveu que a arte é a segunda maior fonte de vida interior existente. A primeira é o amor."



A história possui descrição dos fatos de forma poética, pois há o bom uso das palavras, que são delineadas pelos autores em todo o curso da narrativa. Pode-se afirmar aos amantes de uma boa leitura que o encontro das palavras permite-nos uma história inebriante, com encantamento pelo que lemos  em  A Vida é Uma Tarde de Chuva.



"Ainda assim, fez uma pausa pela beleza daquela vista singela e acolhedora. 'Nada mal para se chamar de lar', diria  a maioria das pessoas. Para ela, a frase tinha um fundo de piada, principalmente se comparada à insensatez do início da manhã".




Conhecer essa bela obra do casal Carlos Henrique Abbud e Flávia Gonçalves  com certeza intima a quem lê a uma ponderação sobre nós mesmos enquanto seres humanos e nos instiga a matar "o nosso dragão interior"... 

...para termos condições de seguir adiante...


Carlos Henrique Abbud nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 1978. Graduado em Música, pós-graduado em Artes Visuais e membro da Academia Friburguense de Letras. Professor da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, designer, artista plástico e músico. Atuou como professor no Curso de Licenciatura em Música da Universidade Candido Mendes, entre 2008 e 2010. Publicou o conto “A Mulher de Vidro” na antologia “Tratado Secreto de Magia – Volume II”, pela Editora Andross em 2011, o romance “Alice Black – Princesinha do Inferno”, lançado pela Editora Autografia na Bienal do Rio 2015, o conto “O Livro do Amor” na coletânea “Oito Faces da Diversidade”, lançada em 2016, os contos "O Sinal" e "25 de novembro de 1987" nas coletâneas "Nova Friburgo - Contos, Crônicas e Declarações de Amor, volumes I e II" e o romance "A Vida é uma Tarde de Chuva", lançado pela Editora PenDragon na Bienal do Rio 2017. Produtor da I Feira Cultural de Nova Friburgo e da Feira Literária da III Mostra UFF&Arte, ambas realizadas em 2016.
Flávia Gonçalves nasceu em Duas Barras, RJ, em 1979. Graduada em Música, pós-graduada em Artes Visuais e membro da Academia Friburguense de Letras. Professora da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. É flautista desde a adolescência e idealizadora/regente do projeto “Iniciação Musical”, que esteve em atividade em escolas estaduais e diversas instituições de ensino musical entre 2007 e 2013. Publicou o romance “Alice Black – Princesinha do Inferno”, lançado pela Editora Autografia na Bienal do Rio 2015, o conto “O Livro do Amor” na coletânea “Oito Faces da Diversidade”, lançada em 2016, os contos "Entre Histórias" e "Códigos" nas coletâneas "Nova Friburgo - Contos, Crônicas e Declarações de Amor, Volumes I e II" e o romance "A Vida é uma Tarde de Chuva", lançado pela Editora PenDragon na Bienal do Rio 2017. Produtora da I Feira Cultural de Nova Friburgo e da Feira Literária da III Mostra UFF&Arte, ambas realizadas em 2016.