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sábado, 31 de março de 2018

Resenha 02: Livro Declarações de Paz em Tempos de Guerra



RESENHA:  DECLARAÇÕES DE PAZ EM TEMPOS DE GUERRA - TRAJETÓRIAS E DISCURSOS DE 21 PACIFISTAS LAUREADOS COM O PRÊMIO NOBEL DA PAZ

Título Original:  Declarações de Paz em Tempos de Guerra: Trajetórias e Discursos de 21 Pacifistas Laureados com o Prêmio Nobel da Paz

Autores: Emir Sader e Cláudia Mattos

Ano: 2003


Editora: Bom Texto


Páginas: 250



Quando a humanidade está em guerra, quando o século XX (século este que muitos de vocês que estão lendo a resenha neste momento nasceram) é considerado o século de guerras, tem-se infelizmente a percepção de que parte do que foi vivido e falado está relacionado a um clima bélico, que causou muitos constrangimentos, separações de famílias, lutas raciais e intolerâncias religiosas.

O fato é que o século XX foi o século que trouxe mais mortes por meio de confrontos, sejam esses por posturas (anti)imperialistas, nacionalistas, capitalistas, de caráter territoriais, raciais, enfim, foi um período onde tensões, conflitos militares envolvendo vítimas civis e desequilíbrios por parte de muitos chefes de grandes nações ocasionaram o enfrentamento e, ao mesmo tempo, a insegurança que grandes potências apresentaram ao mundo ao longo dos tempos.

Mas no mesmo momento, em meio a tanta batalha, em meio a tantos conflitos armados e tantas perdas sociais, sempre há de se restar uma esperança àqueles que estão sofrendo no centro da multidão!

Sempre houve a possibilidade, trazida por pessoas que almejavam a paz no pós-guerra. Em princípio, cabendo a membros das Nações Unidas, ou a Fóruns Sociais Mundiais, como o de Porto Alegre, que soluções de paz aos conflitos e contra a guerra imperial norte-americana eram analisadas.

“A GUERRA NÃO FOI IMPEDIDA PELAS PALAVRAS, PELOS GRITOS, PELOS DISCURSOS DE PAZ. [...] NÃO SE GANHA UMA GUERRA APENAS PELAS ARMAS. PORQUE AS PALAVRAS DE PAZ REFLETEM AS VONTADES DE PAZ, E AS PALAVRAS, QUANDO PENETRAM NOS CORAÇÕES E MENTES, TRANSFORMAM-SE EM FORÇA MATERIAL, AQUELA FORÇA QUE MOVE O MUNDO. (EMIR SADER)

Entre tantos atores e ações, surge o Prêmio Nobel da Paz e seus pacifistas laureados, centro dessa obra, em que Emir Sader e Cláudia Mattos nos apresentam não apenas os discursos, mas informações sobre essas pessoas que tanto lutaram por uma causa em comum e tão nobre,  instigando o leitor a conhecer os seus feitos, e os motivos pelos quais esses indivíduos foram agraciados com uma premiação tão importante quanto o Nobel da Paz.

Vale enfatizar que os autores trazem as indicações, informes e notas, bem como principalmente os discursos dos premiados diretamente da Fundação Nobel, instituição privada fundada em 29 de junho de 1900, cuja existência deve-se ao último desejo de Alfred Nobel, inventor da dinamite.

“SOMENTE A PAZ PERMITE O REENCONTRO DOS HOMENS COM ELES MESMOS, COM OS VALORES, OS DISCURSOS E A CULTURA HUMANISTA”. (EMIR SADER)

        Emir Sader discursa ao leitor com uma apresentação em que relata sobre reflexões acerca de guerra e paz, contextualizando-se historicamente fatos que a humanidade presenciou ao longo dos tempos, mas que inegavelmente levou-nos a conhecer cidadãos que fizeram a diferença em prol do (re)encontro com uma paz tão almejada pelos povos.

Ralph Johnson Bunche - Laureado em 1950

A seleção de laureados e suas histórias de vidas foi, com devida autorização da Fundação Nobel, realizada por Cláudia Mattos, que buscou apresentar ao ledor da obra os percursos de alguns dos 21 premiados citados no livro.

Diversos foram os discursos apresentados, alguns com narrativas variadas, contudo, todos chegando ao mesmo rumo: o encontro com a paz.

Iniciando com Ralph Johnson Bunche, perpassando por Albert Schweitzer, Betty Williams, o Fundo das Nações Unidas  para a Infância – UNICEF, Médicos Sem Fronteiras e outros mais, relacionando questões como Estado e indivíduos, direitos humanos e igualitários, bem como a igualdade entre os povos e raças, é interessante  enfatizar que alguns laureados possuíam, mesmo em épocas diferentes, causas em comum, como Albert John Luthuli, laureado em 1960, Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984, e Frederik Willem de Klerk e Nelson Mandela (preso político mais antigo e maior símbolo da resistência negra), agraciados juntos em 1993. Todos esses pacifistas premiados, mesmo em décadas distintas, mantinham a luta contra o Apartheid.

“NA MINHA OPINIÃO, O PRÊMIO NOBEL DA PAZ É UM APELO A TODOS PARA QUE  AJAMOS EM CONFORMIDADE COM AQUILO QUE ELE REPRESENTA, DADA A GRANDE IMPORTÂNCIA QUE TEM EM TODO O MUNDO. ALÉM DE SER UM TESOURO INESTIMÁVEL, É UM INSTRUMENTO COM QUE SE LUTA PELA PAZ, PELA JUSTIÇA, PELOS DIREITOS DAQUELES QUE SOFREM COM AS PROFUNDAS DESIGUALDADES ECONÔMICAS, SOCIAIS, CULTURAIS E POLÍTICAS, TÍPICAS DA ORDEM DO MUNDO EM QUE VIVEMOS, AO PASSO QUE  A SUA TRANSFORMAÇÃO EM UM NOVO MUNDO, BASEADO NOS VALORES DO SER HUMANO, É A EXPECTATIVA DA MAIORIA DOS QUE VIVEM NESTE PLANETA.” ( RIGOBERTA MENCHÚ TUM – LAUREADA EM 1992)

Com uma linguagem clara e coerente, os autores conseguem atingir àquele que identifica-se com a obra por meio de  boa organização, tratando dos assuntos ali mencionados com fácil compreensão do que é ao leitor fornecido como conteúdos. De maneira concisa, Emir Sader e Cláudia Mattos incorrem objetivamente a cada discurso, a cada trajetória, de cada pacifista premiado, de maneira contextualizada e sem emitir opiniões, respeitando com veracidade cada história de vida e as falas de cada um, atendendo assim ao objetivo informado no início da produção, que é o de oferecer àquele que a lê declarações, discursos e trajetórias de 21 pacifistas congratulados com tão respeitado prêmio.

Emir Sader nasceu em São Paulo, em 1943, é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, é cientista político e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Além de colunista, é secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e coordenador-geral do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). 

Claudia Mattos  é graduada em psicologia na USP, Trabalhou na área educacional, de início no Ensino Fundamental, e posteriormente como consultora de educação, treinamento e desenvolvimento para empresas. Formou-se em Harvard e fez mestrado no programa Educação: História, Política Sociedade na PUC-SP.






terça-feira, 27 de março de 2018

LIVROS DE AUTOAJUDA: VOCÊ JÁ LEU ALGUM?


Olá, boa noite! Tudo joia? Nesse mês muito se falou em felicidade. Então resolvi falar um pouquinho do tema com resenhas e posts no Instagram. Mas nessa busca, eu não poderia deixar de mencionar que as pessoas, cada uma em sua particularidade, tentam meios variados de alcançá-la. E os livros de autoajuda são uma forma de tentarem encontrar esse sentido verdadeiro para alguns.





Cresce não apenas no Brasil, mas no mundo todo a procura por livros de autoajuda.

A pressão, o estresse, a sobrecarga do dia a dia, fins de relacionamentos, questões relacionadas diretamente ao trabalho, como gestão de pessoas e marketing pessoal, e até mesmo a busca por autoconhecimento  e religiosidade são fatores que levam as pessoas a buscarem cada dia mais por essa indústria  tão crescente no mundo, fazendo das obras de autoajuda uma peça importante na vida de seus leitores, servindo de mediação e de sustentação às relações pessoais e interpessoais.




Considerada uma vertente mais recente da literatura, a indústria de autoajuda possui uma vasta gama dentro de gêneros diversos, como arte, ciência, astrologia, cultura, psicologia, comportamento, religião e lazer, por exemplo, englobando uma variada fonte de assuntos. Assim, os leitores desse tipo de obra atingem os mais diversos interesses, abrangendo público alvo, idades e grupos sociais diferenciados. 

Há de se falar ainda que esse tipo de literatura é visto por muitos como um gênero literário de caráter oportunista.

Então, será que os livros de autoajuda na prática funcionam mesmo?

Sabe-se que a meta principal desse tipo de obra é fazer com que as pessoas sintam-se melhores, mais confortáveis e até mais felizes e confiantes.
Contudo, segundo especialistas, muitas vezes o efeito pode ser contrário. Segundo pesquisas científicas, pessoas com baixo autoestima podem sentir-se inferiores quando postas em exposição  a afirmações positivas. 

A verdade é que independente de fazer bem para uns e causar mal a outros, o que precisamos mesmo é ter consciência de que nós é quem devemos guiar o trajeto da nossa história de vida.
Somos unicamente responsáveis por quaisquer decisões tomadas a conduzirem nossos caminhos.
Livros de autoajuda podem até nos favorecer no sentido de nos fornecer autoconhecimento. Contudo, se não estivermos dispostos, na prática, de fato, a coisa não irá funcionar.

Então, lembre-se:


VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR SUAS METAS, POR SUAS ESCOLHAS!








E aí, gostaram? Espero que tenha contribuído um pouquinho. Afinal, é um tema polêmico, mas que é de interesse de muitos. Mas se vocês pensam que o assunto terminou, estão enganados! Vem mais por aí!

Então conta aqui: você já experimentou ler algum livro de autoajuda? Qual? Comenta! 


Ah, lá no insta tem mais posts bacanas, viu?! 

Me segue nas redes sociais e comenta! E não deixe de curtir minha fan page!

Fico feliz em ver a contribuição de vocês e mantermos uma troca inteligente!




Referências: http://www.infoescola.com 
                            http://www.livrousado.com
                            http://www.resumoescolar.com
                            http://www.maisequilibrio.com.br












sábado, 24 de março de 2018

Resenha 01 : Livro A História da (in)Felicidade


RESENHA:  A HISTÓRIA DA (IN)FELICIDADE - TRÊS MIL ANOS DE BUSCA POR UMA VIDA MELHOR




Título Original: A História da (In)felicidade - Três Mil Anos de Busca por uma Vida Melhor

Autor: Richard Schoch

Ano: 2011

Editora: Bestseller

Páginas: 251



Qual o caminho ideal a seguir para se alcançar a tão sonhada felicidade?

Essa é uma das reflexões a que nos leva Richard Schoch na obra intitulada A História da (in)felicidade - Três mil anos de busca por uma vida melhor, com tradução de Elena Gaidano. 

Aliás, uma de suas características é justamente conduzir o leitor de encontro com reflexões diversas acerca da busca pela felicidade, algo que o autor discorre com dados bem sucintos e embasados, tornando o texto de fácil compreensão. De forma neutra, imparcial e com riqueza de conteúdos, além do caráter filosófico, a produção destina-se a todo tipo de leitor que tenha interesse em conhecer a verdadeira história da procura e o encontro da felicidade, entendendo-a no que ela realmente representa a cada um em particular.

Com uma subdivisão bem estruturada, é composta por introdução, um desenvolvimento  em quatro partes, conclusão, notas, bibliografia, agradecimentos e índice.
Já na  introdução, Richard Schoch sugere que "a história da felicidade é infeliz". E transcorre sobre uma profunda reflexão acerca de diversos caminhos que instiga o leitor a 
a percorrer por análises, filosofias e crenças diversas, inerentes à vida humana. Algumas vezes, de maneira até divertida, o autor apresenta o assunto instigando-nos a pensar sobre até que ponto o ser humano é capaz de chegar para alcançar esse sentimento, algo que, para alguns, tem dom supremo. 

O autor transcorre por Epicuro, Sêneca, Aristóteles, Buda, Ghazali e sua alquimia da felicidade. Retrata as visões de diversos filósofos, estudiosos e cita curiosidades, dentre as quais, que Marco Aurélio, imperador romano, em meio às batalhas, registrava suas aflições e pensamentos em seu diário, onde a felicidade, conforme a maneira de ver do imperador, era de caráter implacável e dura. Com eficácia, ao se tratar de espaço-tempo, culturas e maneiras de ver e crer, o autor afirma que "cada um pode ser feliz à sua maneira".


 "... A FELICIDADE É MAIS PARECIDA COM 'A LUTA' DO QUE COM 'A DANÇA', PORQUE EXIGE QUE 'ESTEJAMOS PREPARADOS  E INABALÁVEIS PARA ENFRENTAR O QUE VIER E O IMPREVISTO’". (MARCO AURÉLIO)




Passando dos utilitaristas aos epicuristas, por meio da vida atrelada ao prazer, aspectos diferenciados são relatados, como por exemplo, a maximização e a minimização da dor, segundo Jeremy Bentham, filósofo e jurista inglês do século XVIII. Richard Schoch discursou a felicidade sob diversas abordagens, ainda baseadas em estudos do filósofo e também de seu discípulo, John Stuart Mill, que, mesmo tendo opiniões opostas sob aspectos diversos nesse assunto, acreditavam em comum que o prazer pode sim ser a base para a felicidade,   visão baseada conforme os preceitos utilitaristas.

O autor relata a vida de Epicuro (341-271 a.C.), que pregou uma filosofia mais radical para o período em que vivia, pois para o filósofo, importava levar uma feliz em consonância com o prazer, que segundo ele, era a chave para a felicidade, o que devia causar espanto e talvez até repúdio na época em que vivia, já que, segundo Schoch, "a religião popular não inspirava fé, mas confusão e terror".  

Transcendendo à conquista pelo desejo, Richard Schoch, leva-nos aos princípios do hinduísmo, e o encontro com o verdadeiro "eu" em múltiplas dimensões, nos apresentando a história de Krishna e Arjuna, que segundo ele nos representaria nas diversas tentativas de encontro com a felicidade em questionamentos à vida. De forma simples, através do Gita __ "A Canção do Senhor", diz-se que por meio do Ioga, o encontro com a felicidade passa por três distintos caminhos: o do conhecimento, o do dever, e o do amor. 



" NA CULTURA HINDU, DE TODAS AS MANEIRAS DE ENCONTRAR A FELICIDADE, O AMOR É A MAIS DOCE E MAIS GLORIOSA"


Ao mencionar com criteriosidade a história de Buda e sua filosofia, o autor da obra explica que "o budismo não tem a ver com 'crer' e mais com 'fazer'; é menos uma fé a ser professada e mais um caminho a ser seguido". A história de vida de Buda e as Quatro Verdades  nos levam ao caminho para a felicidade, por meio da prática do desapego e do fato que, para darmos o primeiro passo em sua direção, devemos ver as coisas como  elas são. 

A filosofia sublime da razão por meio do cristianismo e do islamismo também são aspectos a serem traçados pelo autor em sua obra. Segundo Schoch,  pelo cristianismo as vontades de Deus superam as do homem. Assim, com base nas crenças cristãs, a felicidade só seria alcançada  verdadeiramente no pós-morte, ideias que, conforme o autor, vão completamente de encontro com alguns filósofos já mencionados, como Sêneca, por exemplo, além dos estoicos. Dando segmento, Schoch relata vida e obra de Tomás de Aquino, e o achado das universidades com os feitos de Aristóteles, documentos que gerariam curiosidades aos estudiosos, devendo-se salientar que as instituições de ensino, na era medieval, tinham cunho religioso, o que causou, em princípio,  incompatibilidades entre fé e razão.


" O MUNDO EXISTE NÃO PARA NOSSA INFELICIDADE, MAS PARA NOSSA ALEGRIA


Por meio da alquimia da felicidade, Richard Schoch infere-nos que, de maneira consciente ou não, os seres humanos estão em constante busca por algo que talvez esteve ausente em suas vidas. Ghazali, professor espiritual, por meio dos caminhos sufistas, nos leva ao despertar para o que há dentro de cada um. 

Ao afirmar que "não importa quanta penúria um homem feliz enfrente, ele permanecerá feliz" Richard Schoch compara o epicurismo do estoicismo, já que ambos, nesse caso, seguiriam a mesma linha, porém para Epicuro a felicidade relacionava-se ao prazer,   já os estoicos acreditam no fato de a felicidade  estar relacionada à razão, ao fato de que devemos aprender a lidar com as adversidades da vida para então alcançarmos a tão almejada felicidade. 

Com imparcialidade, e com base no judaísmo, o autor relata a história e a fé de Jó , trazendo um comparativo inteligente e ao mesmo tempo questionador ao contar a obra Fé depois do Holocausto, do filósofo judeu Eliezer Berkovits (1908-1992), delineando ainda um paralelo entre bem e mal. Em sua total imparcialidade, o autor discorre brilhantemente sobre a lição do Holocausto e a fé de Jó, fazendo o leitor pensar e inferir sobre que tipo de vida gostaria de ter.




Assim,  das histórias de Epicuro, Sêneca, Cícero, Buda, Ghazali, Arjuna e Jó, percorrendo por crenças, filosofias, indagações e possíveis respostas, Richard Schoch encaminha o ledor a uma série de considerações, e muitos conceitos são analisados, sendo comparados de maneira inteligível, porém que os mostrem que, para se alcançar a felicidade, independente de credulidades, esta deve ser conferida a todos.

A obra conta com uma vasta gama de notas e referências bibliográficas que acentuam a sua credibilidade quanto às diversas citações e fatos mencionados.

Por meio dos relatos certeiros  em meio à toda a obra, o leitor deve se questionar:  

  • como alcançar a felicidade?; 
  • Somos realmente felizes?;
  • O que possuo me basta, independente da intensidade e da quantidade de bens?; 
  • Qual é de fato o propósito humano em buscar a felicidade?

Em meio a diversas  indagações, e à estrutura bibliográfica que o autor utilizou em todo o livro, trazendo uma intensa base histórico-filosófica, e com relação, por exemplo, ao que diz que devemos "sorrir para a tempestade", talvez, em determinados pensamentos e afirmações, possa chegar-se a analisar a possibilidade de a produção estar inter-relacionada à indústria de autoajuda.  Entretanto, a obra, que perpassa pelos ares e e caminhos das filosofias em tempos diversos, apenas nos conduz a meios embasados para buscarmos e encontrarmos esse sentido, que muitas vezes, aos olhos humanos, parecem tão árduos, até se chegar a tão sonhada felicidade.



Richard Schoch é  professor de História da Cultura na London University, onde também é diretor da graduação em Ciências Humanas e Sociais. 





                                                                                             











terça-feira, 20 de março de 2018

20 de março - Dia do Blogueiro


Olá!!!

Você sabia que no dia 20 de março é comemorado o Dia do Blogueiro??



Se você ficou surpreso com isso, acredito que muita gente também!
Em diversas pesquisas, pude observar que na verdade essa data não é oficial. Mas foi criada com certeza  com todo carinho pela então blogueira brasileira (simmm! Foi uma brasileira!!!) Carmen Tsuhako ou CarmenC, do blog No Armário da Cá.  A data foi declarada Dia do Blogueiro em 20 de março de 2004, época em que  já haviam sim muitos blogs (eu mesma já tive um outro em 2010/2011), mas talvez a blogosfera naquele momento não estivesse tão em alta como nos momentos atuais.




Em um detalhe temos que estar atentos: NÃO CONFUNDA DIA DO BLOGUEIRO COM DIA DO BLOG!

Para ficar mais claro, o Dia do Blog foi criado em 31 de agosto, e essa data foi estabelecida devido à forma como esses números, quando juntos se parecem com a palavra Blog.




Mas você sabe o quem é um blogueiro??

O blogueiro, termo brasileiro que vem de blogger, é um produtor de conteúdos, seja de moda, de educação, de filmes, de leituras e resenhas, de saúde, ou de diversos outros temas. Funciona como uma espécie de diário de bordo, onde nesse espaço, esse produtor coloca suas ideias, produções, críticas, opiniões... e olha que assuntos não faltam!




E com a vasta expansão das mídias sociais, o desejo das pessoas por ter um espaço em que possam conflitar interesses e se expressarem aumenta a cada dia (eu quem os diga!)

O blogueiro, além de necessitar inovar, deve produzir conteúdos que atraiam a atenção do leitor, sendo criativos, dedicados e disciplinados. Além de ter inspiração, muita inspiração!! A mente do blogueiro não para!

Uma curiosidade: se você não sabia que no dia 20 de março também se comemora o Dia do Blogueiro, aí vai mais um fato interessante!

O site midiaboom.com publicou há alguns anos atrás haver uma data em que oficialmente o Dia do Blogueiro no Brasil fora instituído, em 07.06.2013, já que, no Distrito Federal, por iniciativa da deputada Luzia de Paula, Lei 5.040, de 25 de fevereiro de 2013 – criou no DF o dia do Blogueiro. Ainda segundo o site, a escolha dessa data deve-se ao fato de que, nesse mesmo dia, também comemora-se o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa no Brasil.



Bom, a todos os blogueiros, minhas felicitações! E para mim, também desejo sucesso e boas vibrações, pois estou retornando à esse mundo com um olhar diferenciado de alguns anos atrás, até mesmo pelo fato de muita coisa ter mudado de lá para cá. Parabéns para nós!!!





Referências: www.activenetwork.com
                       www.datas.blog.com
                       www.ferramentasblog.com
                       www.infoescola.com
                       www.jornalresumocafedamanha.blogspot.com
                       www.keepcalmdiy.com
                       www.midiaboom.com.br
                       www.techtudo.com.br


quarta-feira, 14 de março de 2018

A Mulher na Sociedade - Ontem e Hoje





"O destino de uma mulher é ser mulher". (Clarice Lispector)

Como data oficial, comemoramos em 8 de março,  o Dia Internacional da Mulher. Porém, a data em si, na verdade, deve nos direcionar a diversas reflexões. 
http://lanapaiva.wordpress.com

Temas de músicas e poemas, ainda hoje a visão de muitos sobre a mulher e de  seu papel na sociedade é motivo de polêmicas e questionamentos.
Sexo frágil? Talvez sim, talvez não...
... mas com muita astúcia, perspicácia e vontade de viver!




A luta pela igualdade de direitos arrasta-se por séculos, mas com resultados gradativamente sendo alcançados. O fato é que muito tem se almejado e sendo alcançado, porém espera-se mais.

No passado, as mulheres eram vistas como propriedades dos maridos, de seus pais, ou daqueles que fossem os chefes das famílias. À mulher não cabia questionar, pois seu papel era o de procriar, de ser mãe, esposa, e cheia de habilidades caseiras (cozinhar, costurar, bordar...). Essas atividades eram inclusive aprendidas na escola, para que a menina ali estivesse preparando-se para ser uma boa dona de casa. Isso sim! Uma boa esposa, mãe dedicada, não importando se seus desejos eram relacionados a outros fins, como o conhecimento, por exemplo.

A mulher não tinha direito ao voto, a expressar suas opiniões, a candidatar-se...
...Contudo, em meados do século XVIII, isto começou a mudar!

http://www.apoesiadobrasil.blospot.com.br
No século XIX, o acesso à educação nos foi garantido graças à luta de uma feminista da época, a primeira brasileira, chamada Dionísia Gonçalves Pinto.  
Nísia Floresta,  como era conhecida, em meio à muita luta,  fundou a primeira escola para meninas no Brasil. Conhecer a luta dessa e de outras ativistas, não apenas brasileiras, mas de diversas localidades do mundo é engrandecedor, já que é graças a elas que a luta  pela emancipação feminina tem ocupado cada vez mais espaço nas sociedades.

Embora tenha surgido por volta do século XVIII e se arrastado no século XIX, o século XX  foi de grande importância aos movimentos feministas, tendo no Brasil se consolidado pela luta por igualdade entre homens e mulheres.

Seu papel na sociedade começou a ter espaço para reflexões, e as mudanças começaram a tornar-se nítidas.

O direito ao voto, ao divórcio, à educação e ao trabalho foram grandiosos avanços do final do século XIX. Já no século XX, destacou-se a liberação sexual impulsionada pelo aumento dos métodos contraceptivos, não devendo ainda deixar de mencionar a luta sindical e a afirmação gradativa da mulher no cenário político, afirmação esta que vem crescendo em demasia, já havendo hoje mulheres em cargos altos,  de chefia,  públicos, e em mandatos políticos (vereadoras, prefeitas, governadoras e presidente da república!)

A verdade é que a mulher e seus direitos vêm deixando de estar em segundo plano na  chamada hierarquia social

Entretanto, em meio a muitas conquistas, ainda convivemos com a violência à mulher, e mesmo com a Lei Maria da Penha e a criação das Delegacias  Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), esbarramos em leis arcaicas e que ainda banalizam de forma muitas vezes machistas e até ineficientes os cuidados e a proteção à feminilidade, e ao que de fato a mulher representa no meio social.

Durante a semana passada, postei no Instagram as biografias de várias escritoras brasileiras. A intenção é unicamente de mostrar que a força da mulher em buscar um espaço ao sol vem de muito tempo, mas que por meio das palavras, muito se conquistou. 

Seus lábios não se calaram, e conseguiram (e ainda conseguem) trazer vez e voz aos anseios de uma parcela grandiosa da sociedade que quer ter seus direitos garantidos, suas falas alargadas, um mercado de trabalho onde a mulher, seja branca ou negra, tenha o mesmo respeito que o homem quando nos referimos à capacidade, e à não sexualidade. Que seja por méritos,  por igualdade, e não por ser homem, ou mulher...

Que hajam, por favor, reflexões diárias!

E você, já parou para pensar sobre quem é você e qual o seu papel na sociedade enquanto mulher?
Conta aqui! Abraços!!!!



Referências: www.politize.com.br
                        www.brasilescola.uol.com.br
                        www.delas.ig.com.br 

quinta-feira, 8 de março de 2018

MULHER!


Mulher!
Mil faces em uma apenas!
Mãe, guerreira,
Ser empoderado, 
que batalha e constrói a sua própria história!
Deusa, 
Que em meio à multidão, não se cala
E constrói, e reconstrói, 
A cada dia,
uma nova história 
a se acrescentar à sua vida!
Mulher que luta,
Mulher que chora...
...e sorri!
Simplesmente Mulher!
Parabéns!